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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O Que é Bom Dura Pouco?

Todos nós temos problemas do mesmo modo que todos nós estaremos sujeitos a vitórias. Assim é a Vida: uma constante montanha russa de oscilações que comprovam que tudo está em constante mutação e nada deve estar do mesmo jeito sempre. No Universo Físico a Lei da Física prevalece: para toda ação há uma reação. Por isso, oscilamos entre tristeza e alegria, dor e alívio, derrota e vitória.


O período em que duram essas fases depende de merecimento ou provação? Se você vive uma fase difícil pode considerá-la uma provação assim como uma fase de extrema satisfação classifica como merecimento. Nomeamos as coisas deste modo para criar nossas perspectivas. Mas, no fundo, tudo é apenas resultados de nossas escolhas. As fases boas são recompensas e as fases ruins aprendizado. Se prestarmos bem atenção, o que é ruim, o que é mal, varia conforme nossa perspectiva. Não quer dizer que seja mesmo ruim...

Não falo das atitudes de maldade que não deixam de ser também uma escolha de quem as pratica. Digo especificamente das fases da vida de cada um. Estas fases que nos dão oportunidade de vivenciar o que consideramos bom ou ruim, triste ou alegre desenvolvendo assim nossas experiências de vida.

Mas, afinal de contas, porque temos sempre a impressão de que o que é bom dura tão pouco e o que é ruim dura tempo demais a ponto de nos consumir? Usaremos como base para nossa reflexão o Tempo através do relógio. É comum vigiarmos o relógio quando desejamos que o tempo passe logo por estarmos em um momento que não nos causa satisfação mas, temos a obrigação de assumir um compromisso. Você costuma vigiar o relógio do mesmo modo quando está vivenciando um momento agradável?

Apesar da História e todas as Ciências relacionadas a ela datarem a existência da raça humana em milhares de anos, a raça humana em si é nova. Podemos comparar sua fase de existência a uma criança que acaba de aprender a andar. Somos então, seres ainda muito novos porque dependemos do Tempo e seus ciclos para evoluirmos e nos adaptarmos. Talvez seja essa precocidade que não nos permita ainda seguir os cursos naturais do Tempo. E portanto, talvez por isso tentamos dar saltos no Tempo para antecipar ou adiantar acontecimentos.

A duração de fases ruins ou boas ninguém pode determinar com lucidez. Porque não contamos estes períodos. Mas, temos sempre a impressão de que o que é ruim dura muito mais tempo que o que é bom porque os sentimentos envolvidos nas fases ruins são bem mais intensos. São mais intensos por causa da nossa postura diante das situações.

Na minha infância, os tapas eram usados para correção de modo consciente. Alguns pais inclusive, explicavam o porque seria aplicado o corretivo para que nunca fosse esquecido. Os tapas ou as surras eram aplicados quando era determinado o que era considerado errado. Apenas os discursos do porque era certo ou errado não eram suficientes então, aplicava-se o corretivo por causa de nossa estranha tendência de não esquecer aquilo que é ruim. A dor do corretivo firmava as palavras. Se não esquecesse a dor da surra, não esqueceria o porque da surra.

A Vida está o tempo todo nos ensinando algo, porque somos uma espécie ainda criança que precisa aprender. As fases que consideramos ruins são exatamente as lições que temos mais dificuldade em aprender. O sofrimento causado neste momento serve para não esquecermos a lição. Esta dificuldade está diretamente relacionada ao fato de nos sentirmos contrariados em nossa vontade. Como crianças que somos, nossa atenção está dispersa quando tudo está bem.

Talvez por isso, quando estamos em uma fase ruim, nos lembramos de tudo de ruim que já vivemos, sem nos darmos conta que o modo como fazemos isso nos afunda ainda mais no estado de sofrimento. É só neste momento que lembramos de tudo de bom que já vivemos. Não é a toa que criaram um ditado que diz que 'só damos valor a algo quando perdemos'. 

Nossa infantilidade é tamanha que passamos pelas fases ruins sentindo com intensidade sem a consciência de que passamos por uma lição que deve ser aprendida. Quando vivemos fases boas, a impressão é de que passa rápido demais pois tudo o que é bom nos distrai. Nos acomodamos com a satisfação mas, não significa que vivenciamos tudo com a mesma intensidade com que passamos por fases ruins.

É então que algumas situações que geram sofrimento tornam-se repetitivas. E esta tendência de despertarmos as lembranças de todas as outras coisas ruins está no cérebro. Nosso cérebro sempre busca em seu arquivo tudo o que estiver arquivado e for similar a atual situação pois, está sempre comparando tudo numa fração de segundos para que possa  determinar o próximo passo.

Fases ruins voltam a acontecer porque as lições não foram aprendidas e a Vida as traz de volta. Não foram aprendidas porque as mesmas escolhas sempre são feitas sem dar a chance para outras possibilidades e isto ocorre por vários motivos, um deles e nossa incapacidade de ceder, de abrir mão, de ser contrariado.

A dificuldade de sairmos de cabeça erguida das fases ruins reflete o quanto somos crianças. Tanto é que nas fases ruins dizemos que estamos em 'uma luta'. Lá no fundo, embora adultos, desejamos que alguém venha e resolva tudo por nós em um passe de mágica, assim como desejamos que o Tempo dê um salto para não passarmos por algo ruim. Tão crianças que somos, somos ainda tão dependentes do outro, não simplesmente por sermos seres criados para vivermos em bandos. Nos realizamos satisfazendo o outro e será do mesmo modo quando precisamos de algo que nos satisfaça e só virá  - na nossa perspectiva pessoal - do outro. Talvez por isso, passamos por um longo período de nossa vida ouvindo vez ou outra de alguém: "- Está na hora de crescer!".


Quem determinou que estas fases ruins devem ser vividas aos prantos, debruçados, abatidos e em total sofrimento? Por que não passar por tudo reagindo sim ao momento mas, na certeza de que tudo vai passar assim como tudo o que é bom também passou? Nossa certeza reflete nossa convicção. Nossa convicção difere de nossa opinião que sempre muda de uma coisa para outra mas, a convicção quando muda se aprimora. Portanto, se convictos estamos que vai passar, automaticamente passaremos de modo diferente do habitual. Nossa postura será outra. Nosso peito estará estufado pronto para enfrentar pois há a convicção que vai passar e tudo é apenas uma lição para se aprender.

Chega um momento que precisamos crescer assim como as crianças. Chega um momento que não será mais o pai ou a mãe que virá ao nosso socorro e irá satisfazer todas as nossas vontades. Chega um momento que somos nós e a Vida! É preciso ter coragem e enfrentar porque sua Vida, só você pode viver e o que há nela depende de suas escolhas: você é quem precisa agir!

Lembra como nosso pai ou nossa mãe enfrentava qualquer adversidade em prol dos filhos? Lembra o quanto a coragem deles despertava em nós uma ideia de que eles eram heróis? Ou dotados de super poderes? Lembra quantas vezes eles se encontraram sozinhos e ainda assim tinham que encontrar uma solução?

Agora é a sua vez!

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O que é Bom Dura Pouco? de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

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