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segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Discurso do Dragão


Não espernei, não lute, não reaja...
Não tente se livrar dos fios da Vida que se prendem à você...
Não lute contra a Vida:
Não gaste sua Energia Vital nadando contra a maré...
Desde o minuto do "Haja"
Era previsto que estaria à mercê...
Embora a verdade esteja reprimida
Você sabe exatamente quem é...

Não grite, não esbraveje, não brade...
Não vibre ódio através de ecos
Não absorva e nem dissemine o mal que te sobrevém
Apenas escute e não diga nada...
Como lida com o ataque: observa se o rejeita ou te invade
Se os absorvem, formam dentro de ti uma montanha de trecos...
Se os rejeita, desviam-te de ti, feito água da rocha: tu os detém
Assim como os efeitos nocivos: como a água passa... E o dilema acaba...

Olha ao teu redor na transitoriedade de tudo...
A luz em algum momento de apaga,
A cor um dia se desbota
Tudo segue perecendo e o que de fato fica?
O eco latejante um dia fica mudo,
Uma nova perspectiva se molda, tão perfeita quanto esta adaga...
Mas, até a suposta perfeição segue sua rota...
Em algum momento, tudo para, não há o que siga...

Já aquele, o sangue que lhe sobe aos olhos transforma-o em demônio
A ira, o ódio, a raiva, o Ego, se agitam, manifestam-se em urros...
Perde o controle... Dentro dele é inferno... Devasta o alheio...
Ataca, agride, desce do nível e perde a razão...
Deixa de ser vítima com seu ato impulsivo errôneo...
Teus verbos arrogantes transformam-se em murros
Dilacerando com violência o chakra do meio...
Nulo em arrependimento não invoca perdão...

Falta-lhe doçura: no trato de todos os seres...
Falta-lhe amor: descompensa e descompassa teu  egoísta coração...
Falta-lhe empatia: tua água torna-se lodosa e teu sangue denso...
Falta-lhe consciência: não é animal e nem humano...
- É preciso o charco para humanidade teres?
A hipocrisia torna pesada a tua oração...
Monstro, veste-te de um personagem bondoso: Tão pretenso...
Te lembras, mas, não admites que és observado pelo Arcano....

Assim como tudo passa...
Tu e teus atos passarão!



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terça-feira, 3 de junho de 2014

Viver Morrendo para na Morte Viver


Onde está a luz no fim do túnel?
Diz que uma eu sou, impossível:
Ainda não voltei ao céu!
Vivo em um sonho... Alado corcel
Em um pesadelo que não acordei...
E nem estrela me tornei!

Olham-me estranhamente...
Meu mal ainda é latente...
Minha dor só é evidente
Para a Morte sempre insistente
Tornei-me sua obsessão
Que só finda em meu caixão!

Seis anos atrás o médico aprisionou-me...
Olhando em meus olhos, chamou-me pelo nome:
"- Mais um cigarro e seus dias estarão contados!”.
Tive o assunto, então, por encerrado!
Este mal não tem cura...
E não há vida que pra sempre dura!

A febre toma o lugar do fogo da ambição...
O que desejei arder foi meu coração...
Vibrei para atrair amor...
A vida generosa deu-me dor!
Não será de prazer que perderei o ar...
Nunca consegui parar de fumar!

Deixo a desculpa pra Morte de lado...
Não preciso de mais um fardo!
Morrer é inevitável!
Quanto vou viver? Improvável!
Não me preocupo, a vida é agora!
Se pensar, o dia vai embora!

A Vida não foi muito com minha cara...
Deu-me uma essência rara...
Deu-me ante-olhos e muitas opções...
Humilhação em boas porções...
Eu me negligenciei e me anulei...
Para andar na linha que traçaram, lutei!

Não bastasse minha respiração
Não bastasse viver na prisão...
Ela quer mais, mas não me leva de vez!
Precisa ver-me rastejando em invalidez!
Ela não quer mesmo que eu siga...
Quer meus passos, meu andar resigna!

Existe uma longa estrada ainda à frente...
Atrás, uma lesão persistente!
Eu somente posso rir demais...
Sou cínica, irônica e mais!
A Vida quer tirar meus passos apressados...
A Morte não quer meus resgates do passado!

Estou chegando agora na vida!
E me percebi que faz tempo que fui trazida!
Não sei ao certo para onde ir...
Tudo é novo, basta-me apenas sorrir!
Perdi meu tempo com enganos...
A Vida passou por etéreos encantos...

A Vida agora cobra impiedosa...
A Morte me exige extremosa...
O que mais desejei não foi encontrado!
O que perdi virou passado!
O que mais quero agora...
Logo ali mora!

Não sentirão minha falta se a Morte me levar...
Sentirão falta do que minhas mãos podem dar...
Não sentirão minha falta se recuperar o tempo perdido
Só irão perceber quando já tiver partido...
Já não me percebem, morta já sou!
Um espírito que vaga, sem rumo vou!

Vida quer me ver implorando?
Pois bem, com você continuo brigando!
Morte quer mesmo esta minha vida?
Esforce-se muito mais, querida!
Sou muito mais teimosa e perseverante!
Não vou desistir, eu teimo e vou avante!

Morrer... 
Já estou morta!
Viver...
Quando eu morrer!


São Paulo, 05 de Novembro de 2008, 20:08

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Resigna Vida



Não anseie desse modo a morte,
Basta- te em ser mortal...
Embora tua alma jamais se esgote,
Embora a vida seja Umbral...

Não invoque a entineraria do além...
Morrer é inevitável!
A morte não poupa ninguém...
A tua também é provável!

Não é acaso essa abundância
De vida desatrelada em teu ser...
Não reduza a insignificância
O motivo do teu viver!

Esta fúria avassaladora
Que de teus abismos transborda...
É desmedida e arrebatadora
Sabedoria que abunda!

Se precisas tanto morrer
Morra ainda em vida!
Seja mutável em seu ser
Eterna Fênix renascida!

Não cobices o dia da ruína,
Que teu corpo na terra sepultará...
Tua alma é eterna e divina,
Tu nunca morrerá!

Já estás morto, criatura!
Viva a morte então!
Teu corpo é tua sepultura...
Teu corpo é teu caixão!


Guardiã da Ventura, São Paulo, 11 de Setembro de 2008, 17: 04

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sábado, 21 de julho de 2012

Tradição da Serpente




Despe-te ó Lua
Deste véu da negridão noturna...
Revela-nos os ocultos umbrais,
Deixa-nos a alma nua,
Seca nas trilhas os lamaçais...



(Segura-nos a Sabedoria á mão direita forte
No mistério da citação de teu nome, Toth...)



Veste-te de prata e nos revele,
Tal qual somos além do espelho...
Como chama - criando círculo de luz -
De todas as sombras nos vele,
Sem brilho próprio mas, o Sol tu reluz...


Reflete em nós alvura desejada,
Imaculando a Alma - Pomba Branca...
Quem sabe cessem os sonhos alados,
E a essência  seja então libertada...
Livre dos grilhões os Exilados!


Tu - Serpente Apocalíptica - testemunha,
As crenças, a fé, os ritos ocultos...
Bem sabes que invocamos teu Criador,
O Ser Supremo que a Espada da Justiça empunha,
Traga-nos o reino do Deus sem nome... Do Amor!


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domingo, 28 de agosto de 2011

Zen - Kanjiro


O sino ecoava
Agudo e infinito:
O som caminhava rumo a eternidade.

Corria ao encontro daquele chamado,
E encontrava diante de uma pequena janela,
Onde se via os ancestrais e descendentes primogênitos,
O velho que prendia entre as mãos as Pérolas,
Fo Tzu...

Sentava-me de costas para o ritual,
De frente para a janela que revelava o Sol
E o tal mundo real...
Portando-me como cega que sou,
Atentando-me aos sons
E ao perfume do incenso...
(embora às vezes olhava as mãos firmes,
circulando Orin)

A voz séria e ritual
Possuía autoridade
E não se cansava,
Pronunciando no mesmo ritmo,
Continuamente,
Como que também eterno,
O Mantra.

Não compreendia o que era dito...
Mergulhava apenas no Mantra,
No som das Pérolas esfregando-se entre as mãos...
E quando o sino novamente tocava,
Explodia então o êxtase!

E a fumaça do incenso
Que parecia então pesada,
Tentava levar ao céu
A sincera Oração.




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Zen - Kanjiro de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.

sábado, 6 de agosto de 2011

Alma Livre

Imagem: Arquivo Pessoal

Alma solta... És livre!
Abrace tudo, pois tudo vem da Fonte!
És do tamanho que acreditas ser...
Não é corpo compacto... Nem limitado...
És muito maior que teus sonhos...
Que teus desejos...
Que tuas emoções...

Retire as linhas...
Derrube os muros e decrete fim as fronteiras...
Há além deste firmamento sobre tua cabeça...
Há outros céus para desbravar...
Há outros Universos e Dimensões...
Há a infinita trilha...
Eternidade!

Voe solta Alma livre!
Não te enganes neste ilusório engano,
De que teu corpo o aprisiona realmente...
Ele é teu veículo para estar aqui, mas
Tua Alma pode estar em todo lugar!
Não te enganes com os disfarces em meio ao cenário...
Siga teu vôo e não perca o foco...
Teu objetivo não será o horizonte, mas
Além das alvas nuvens!

Quando romperes teus laços,
Quando te livrares de teus grilhões,
Tuas asas se abrirão...
De momento, não subirás aos céus...
Mergulharás no mais profundo de si mesmo,
Pois é ali que estão todos os portais!


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domingo, 31 de julho de 2011

Deusa Mãe

The Secret Rapture18x14 inch2003

Arrebatada para vôos sem fim,
De braços abertos recebo a Vida...
Todos os Universos mergulham em mim,
E eu me perco em todos eles por fendas,
E em fendas fui concebida,
Aditi... Amaterasu... Danu...

Selene e Capela são alcançadas por minha mão,
Também Vênus e Vodopan...
Eu abraço as estrelas... Sou as estrelas... Em Escorpião...
Eu sou todo o Mundo! Sou Aldebaran!
Bagala... Nemesis... Shakti...

Sou como o desenrolar do broto,
O mistério dos ancestrais,
Sou o mergulho livre do boto,
Sou no Tabernáculo os castiçais...
Ukemochi ...Vajra-Varahi... Radha...

Sou a queda constante... E o Levante...
Sou o vento Oriente agitando as águas...
Sou as pedras imóveis no caminho do viajante,
Sou a própria queda nas deságuas...
Pandora ... Oya...Nerthus

Estou e sou...Ali no quebrar dos ovos no ninho...
A folha que cai buscando seu próximo destino,
A Rosa vermelha que produz seu espinho,
O som dramático do sino...

Entre as pernas da parturiente sou sangue trazendo Vida,
Para este milagre de formas etéreas em mil cores...
Também levando Vida no sangue que escorre da ferida,
Sou o pranto...O luto... Todas as dores...

Sou o brilho nos olhos de Lince...Reflexo de Auriga...
Os túneis negros indecifráveis,
As rotas inalcançáveis,
Entre Universos e Dimensões...

Estrela cadente que leva os pedidos,
Do sincero pedido no cochicho da criança...
Sou incessante anunciadora de Esperança,
Para forasteiros em tantos caminhos perdidos...


Ab aeterno...


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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O Urso em Mim

Eu me recolhi

Para minha hibernação...

Não sei o tempo de duração,

Mas sempre foi assim:

Foi durante o sono que me ergui!


Caminho em passos lentos

Mas seguros...

Percebendo tudo ao meu redor...

No Mundo dos Sonhos me reencontro...

É acordada que sonho melhor!


Depois que sair de minhas cavernas,

E de meu profundo sono silencioso,

Poderei seguir a caminhada,

Em busca do Mel, da Doçura

E da Verdade que me será revelada!


Se faz chuva, neva ou há muito calor,

Não importa, a Natureza segue seu curso...

Minha Mestra anciã,

De ensinamentos de grande valor,

Que formam meu espírito Urso!


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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Entre Mundos Astrais



Quando as brumas molharem meus pés,
No declínio desta Aurora,
Esquecerei-me dos tempos de outrora,
Seguirei a essência das Alfazemas e Aloés...

Em um suspiro longo e profundo,
As pálpebras descerão suaves,
Sentirei dentro de mim o mundo...
Voarei então, feito as aves...

Estarei sempre em 'meus lugares',
Oscilando nas eternas fronteiras,
Para que de dentro de mim corredeiras,
Transbordem meus lagares...

E que meu fogo ardente nunca cesse...
E que minhas águas mantenham-se revoltas...
Que o azeite que sobre minha cabeça desce,
Faça todas as minhas almas voarem soltas...

E que lugar explêndido e fantástico!
Fortalecido com gigantescas colunas...
Onde as lembranças transformam-se em dunas...
Onde feridas são apenas clásticos...

Onde estou, não importa, onde quer que esteja...
Meu refúgio é oculto, paraíso e inferno juntos...
No meu íntimo a Vida... a Morte... Festeja!
Dentro de mim é o portal dos muitos Mundos!

São Paulo, 15 de Setembro de 2010.



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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Quarta Dimensão



Os Universos agora se cruzam
Entrelaçando-se em várias realidades...
Rasgando-se os véus das superficialidades...
Para que as almas ao lar de origem reconduzam!

*
É percebido algo estranho no ar...
Os mistérios estão sendo desvendados...
Os segredos da vida revelados...
Para os que este tempo limitado abnegar!

*
Bem vindo à quarta dimensão!
Para a realidade mais plena!
O mundo atual se desordena...
É o tempo da agregação!
*
Sim, este mundo pelos próprios atos...
Perde-se e cada vez mais definha...
Para semente da própria destruição caminha...
Seu passado é perversidade em rastros!
*
Mas para aqueles que agora ingressam
Nesta nova realidade sutil...
Serão guiados por um poder senhoril...
Reconhecidos pelos atos que expressam!

*
O corpo produz do mal os frutos
Disfarçados de bel prazer...
São eles que a vida faz perecer...
Tornando vosso ser dissoluto!

*
Mas a alma etérea e ilimitada
É fonte de onde emana todo o bem!
É a ela que os anjos dizem amém!
É ela que muda a vida estagnada!

*
Buscai então o alimento que sacia
O eterno alimento da alma faminta!
A realidade então se fará distinta...
E viverá a eterna alegria!

*
*
-=Shimada Coelho=-
*
Guardiã da Ventura

São Paulo, 24 de outubro de 2008, 14:18:37

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A Casa



Estrutura perfeita,
Bem elegante!
Na terra eleita,
Passa o viajante...
*
Que com olhos faceiros,
Observa deslumbrado...
De ângulos certeiros,
Ficando extasiado!
*
Com as belas fachadas,
E portais ostentosos...
Janelas emolduradas,
Com vidros lustrosos!
*
Causa a inveja da imperfeita,
A cobiça dos poderosos...
Pois com perfeição foi feita,
E com adornos esplendorosos!
*
Sustentada por colunas,
Esculpídas em detalhes...
Cada curva foi desenhada,
Com sentimento em cada talhe!
*
Erguida em imponência
Resistindo ao tempo...
Bela casa por excelência,
Também chamada de templo!
*
Seus serviçais em devoção,
Mantendo a vida no lugar...
Constante coroação,
Da rainha singular!
*
Que em tempo e hora determinada,
Esta casa abandonará!
Por enquanto aprisionada,
Desta casa se libertará!
*
*
-=Shimada Coelho=-

*
Guardiã da Ventura,
Sexta- feira, 7 de setembro de 2007, 16: 25


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domingo, 23 de agosto de 2009

Força Maior


[Imagem de Arquivo Pessoal/ Céu de Avaré]

Ninguém pode negar a existência
De uma Força Maior e poderosa...
Dentro de nós existe uma essência...
Somos como o perfume da rosa!
*
Essa nossa essência etérea
É um fragmento da Fonte Maior...
Que se manifesta em tudo e impera
Que transforma o ruim em melhor!
*
Transbordante Fonte caudalosa
Que preenche os abismos sem fim...
Torna está vida ardorosa
Uma Fonte que jorra através de mim!
*
Manifesta-se através do canto
Dos passarinhos silvestres...
É como o orvalho que como manto
Cobre as florestas ciprestes!
*
É o espetáculo grandioso
Do despontar dos raios da aurora...
Como farol que aponta majestoso
Como caminhos para a ave voadora!
*
É o milagre imperceptível...
Do desabrochar das flores...
O movimento é quase invisível...
Mas percebem-se os odores!
*
É o encanto na brincadeira dos filhotes,
Nascidos no auge da Primavera...
Graciosos, peraltas os pequenotes...
É a sensação boa que está cena libera!
*
É a harmonia das folhas e do vento
Dançando em um mesmo ritmo...
É a visão da luz nas copas em acalento,
Na sombra que tranqüiliza o íntimo!
*
São as nuvens que passam revoltas
Confundindo-se entre si
Também nuvens mais soltas
Cria imagens para ti!
*
É o som diferente de cada animal
Que louva infinitamente a vida!
Em uma sinfonia sem igual,
Cuja partitura é desconhecida!
*
É o riso contagiante da criança,
E seus olhos, pocinhos de inocência...
É o enxergar nesse sorriso esperança
É mergulhar no olhar sem carência!
*
Poderia escrever um livro
Descrevendo essa Força sanadora...
De falar sobre isso não me privo...
Pois essa Força é minha salvadora!
*
Não importa que nomes costumam dar...
Não importa como cada um vê...
Apenas não há como negar...
Que está também dentro de você!
*
Está ali quando olha para os teus...
Está nos olhares apaixonados...
Alguns chamam de Deus...
Mas há muitos derivados!
*
Não importa o que dizem que Ele seja...
Não importa como cada um possa entender...
Ele é está Poesia que enseja...
Que da existência Dele possa se convencer!

-=Shimada Coelho=-
Alma Nua, São Paulo, 17 de Outubro de 2008, 04: 39



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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Canção da Restauração



Obrigada, Senhor!
O homem tenta criar um cenário grotesco,
Onde caos e sofrimento entrelaçam-se...
Mas, nas trevas densas das ilusões humanas,
Tu te mostras a Luz que dissipa todos os terrores.
*
As lágrimas que vertem nos rostos tristes,
Refletem a melodia da dor intensa,
Do desespero e do medo...
Mas, quando a chuva cai,
Cada gota é uma nota e juntas,
Compoem a maior das melodias,
A Canção da Restauração.
*
Que deixemos as lágrimas cair...
Elas são a chuva que lava a Alma,
Que leva embora os lamaçais da Angustia,
Que torna fértil nossas terras tão secas,
Onde nenhuma Esperança mais consegue brotar.
*
Ouço ecos aqui dentro,
Da voz que grita devoção a Ti...
Se as águas que caem sobre nós,
São as perturbadoras tormentas,
Bem sabemos que em seu tempo cessarão...
Se nosso barco é apenas um ponto,
Em meio ao grande oceano com suas ondas
Gigantescas,
Nossos olhos não precisam se cansar de procurar:
Logo avistarão um Farol.
E quem, oh Deus,
Dirige nosso barco?
*
Bem sabemos: uma vez entregue nossa vida,
Jamais será novamente nossa...
Foi devolvida a Ti!
Ás vezes, não sabemos onde estás...
Ás vezes, não sabemos para onde seguir...
Nestas vezes percebemos,
O quanto nosso medo nos cega.
É quando nos viramos...
Voltamos o rosto para Tua direção,
E percebemos que fomos nós que lhe demos as costas...
*
Teu milagre, oh Senhor,
São como as chuvas
Que derramam bençãos em águas sanadoras!
Reconstituindo onde a dessolação passeou...
Reconstituindo todo sofrido coração...
*
Não esperamos mais que desças
De teu trono de glória
Pois hoje sabemos:
Tu estás em volta...
E dentro de nós!
*
Obrigada, Senhor!
O que o homem levanta pode vir a cair...
Mas, Tu sustenta a todos nós.

*
*
-=Shimada Coelho=-

São Paulo, 20 de Agosto de 2009.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A Passagem



Tudo,
Absolutamente tudo,
Tem seu fim.
Tudo o que tem início,
Um dia terá seu término...

Passa.
*
Apegados que estávamos
Na individualidade,
Nos pedidos insistentes
De nosso Ego,
De nossa carne fraca,
De nosso Orgulho...
Só percebemos
Perto de um fim,
Que a coletividade
Existe,
E ela também se findará.
*
Transformaram o 'tudo',
Num sinônimo ambicioso...
Transformaram o 'nada',
Em vazio e mesquinhez...
Transformaram
Solidão,
Em depressão.
Transformaram dor,
Em doença.
A Morte,
Em fim.
E no fim,
Término do caminho.
*
O 'tudo',
Não possuí todas as coisas...
O 'nada',
Nem é tão vazio assim...
A Solidão,
É nosso único recurso
Para nos ouvirmos
A nós mesmos...
A Dor,
É mestra que nos guia
A compreensão completa...
A Morte,
Não é o fim...
É nascer...
Mas, em outro lugar.
*
Nenhum começo
Pode existir,
Se não houver
O fim.
Nenhuma nova história
Surgirá,
Se outra não terminar.
*
O mundo,
Não vai acabar.
Acabarão os mundos individuais.
O mundo
Já acabou e recomeçou
Tantas vezes...
O mundo também sabe,
Que há um determinado momento,
Em que é hora de recomeçar.
*
Sobreviveremos então?
Não... E sim.
Deixemos que este mundo,
Siga seu curso,
Atento ao chamado que ouve,
Para que se renove...
Pois o mundo,
É coletivo.
O mundo,
Está estagnado,
Manchado de sangue,
De destruição,
De morte,
De ganância...
E nada disso pertence a ela.
*
Nós abrimos covas,
Para nosso lixo...
Para nossos mortos...
Para nossas conquistas...
Para nossas montanhas de concreto...
E não percebemos o quanto
Ferimos este chão.
*
O mundo,
Que segue seu curso
Não esquecendo nunca,
Que é todos os que nele vivem,
Que é cada ser, donos desta terra,
Quer vomitar o que não lhe pertence...
Quer se mexer e expulsar
Os corpos estranhos nele fincados.
*
O mundo não vai acabar...
Sempre foi dito:
'Estamos de passagem!'
Somos nós que estamos passando...
Somos nós que iremos alcançar um fim...
Para encontrarmos nosso novo começo,
No lugar que realmente nos pertença.
Passemos então...
E entreguemos a este mundo
O que a ele pertence.
*
Este nosso corpo,
É pó e água:Somos lama!
Essas coisas são a parte desta terra...
Nos foi concedido generosamente,
Para que aqui pudessemos ficar.
Este mundo,
Pede de volta o que lhe pertence.
*
Devolvamos...
E quanto a nós...
Que nos revelemos assim como
Realmente somos.
Que manifestemos nossa real imagem...
E sigamos nosso caminho...
Pois o que realmente somos,
Na verdade,
Não tem fim.
*

*
-=Shimada Coelho=-
São Paulo, 14 de Agosto de 2009.




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domingo, 2 de agosto de 2009

Filhos do Arco-Íris




Minha Alma é Azul...
Mas, minha pele Alaranjada...
Mistura-se o Amarelo e o Vermelho...
E a Alvura da noite enluarada...
Mas,contemplo em frente ao espelho,
A mistura de todas as raças,
Seja povos do Norte ou do Sul!
*
Quando debruço-me na janela,
E percebe-se saindo o facho azulado,
Não é aquela que imaginas...
É minha Alma num sonho alado,
Pelas nuvens, pelas ruas e esquinas,
Nas portas, becos e praças,
Espalhando a Paz que anela!
*
Estendei vossas mãos com generosidade,
Emanando sua melhor porção...
Semeia bem por onde passas:
Por este caminho não tornarão...
Torne tua vida um arco-íris que entrelaça,
Cor, paz e amor para posteridade!
*
Não perca tempo com dores e prantos,
Cada minuto é precioso:
Talvez amanhã morto estarás...
Oferta à Vida teu bem mais valioso,
Oferte tua existência e Imortalidade alcançarás...
Desapegue-se das desgraças:
Pare de chorar pelos cantos!
*
Não ameis o mundo dos homens...
Nem tudo que eles produzem,
Pois coisas e homens passarão!
Amai as cores e luzes que no céu se fundem,
Com a profundidade do coração,
E recebereis desta Terra as graças,
Muito mais valiosas que teus bens!
*
-=Shimada Coelho=-
São Paulo, 02 de Agosto de 2009.


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sábado, 1 de agosto de 2009

Lince e Manto Alaranjado







Nos primordios da Terra elevou
As vozes sacradas ao vento...
Eterna dança, dançou...
Gravando um pedido ao firmamento...
*
Estendeu as mãos ao céu,
Fingindo tocar as nuvens brancas...
Com a mesma doçura do mel,
Pronunciou palavras francas...
*
Atendei espíritos ancestrais,
A voz do teu povo que clama...
Apreciai nossos rituais:
- Somos pó, água... Lama!
*
Adentrai por nossas janelas,
Fazei-nos parte deste chão...
Fazei-nos como as padrarias tão belas,
Torna nobre nosso coração!
*
Faz de nosso corpo a morada,
Dos espíritos sagrados...
Revigora a Alma cansada,
Que descansa nos verdes prados...
*
O espírito é da Terra...
A Alma do Universo, Paraíso Celeste...
O Corpo uma prisão que encerra,
O espírito e a Alma, veste!
*
Fazei-nos um com nossos irmãos,
Sejam plantas, animais, humanos...
Que estejamos ligados pelas mãos...
Que sejamos mais Almas e menos mundanos...
*
Faz-nos merecedores desta passagem...
E que sejamos bons aprendizes...
Agradecidos por tão nobre hospedagem,
Para na partida sermos mais felizes!
*
"-O que há no urso há em mim,
O que há na águia há em ti...
O que há nas estrelas há nos olhos seus...
Há o brilho eterno e sem fim...
O que há nos filhotes do Lince,Há nos filhos meus..."
*
" -Eu vejo as areias do deserto em teu manto...
Eu vejo teu olhar na águia solitária...
Eu escuto teu pedido em pranto,
A Lince contigo é solidária..."
*
*
-=Shimada Coelho=-
São Paulo, 01 de Agosto de 2009.
*

Dê ao autor os devidos créditos:
Respeite os Direitos Autorais.

*
Publicado no Recanto das Letras e Mural dos Escritores



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De todos os caminhos da vida há um que importa mais: é o caminho que nos leva ao verdadeiro ser humano.
Indígenas Moicanos

Eu dou um recado para vocês brancos, para que não poluam os rios. Porquê isso vai afetar o futuro não só dos índios mas dos filhos de vocês também.
Aritana Yawalapiti ; líder do povo Yawalapiti, do Mato Grosso


De todos os caminhos da vida há um que importa mais: é o caminho que nos leva ao verdadeiro ser humano.
Indígenas Moicanos


"Somente após a última árvore ser cortada.Somente após o último rio ser envenenado.Somente após o último peixe ser pescado.Somente então o homem descobrirá que dinheiro não pode ser comido!!"
Provérbio Indígena

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Viagem Astral

São pontos
Luminosos...
São esferas
De energia...
Cada ponto
Uma Alma...
Cada Alma
Irradia...

Pelas brechas
Vão e vem...
Pelas fendas
Passam velozes...
Nessas brechas
Outras têm....
Pelas fendas
Ecos e vozes...

Nem aqui
Nem lá também...
Entre mundos
Se encontrar...
Um constante
Vai e vem...
Como as ondas
Do grande Mar...

Este mundo
Penitenciária. ..
O Universo
Um grande portão...
Pelas brechas
Visão precária...
Vê-se Liberdade
Além da imensidão!

-=Shimada Coelho=-


São Paulo, 22 de Abril de 2009.
Publicado no Recanto das Letras
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Pater Nostru


Pater aeternu
Supplicare pro pietate!
*
Olhai as crianças em seus corpos frágeis
Não sabem ainda que são almas como as demais
Tornai-as valentes, corajosas e ágeis...
Dê-lhes esperança cada vez mais!
*
Rogu Pater
Compassione!
*
Chegou o tempo de recebermos nossa paga
Nós tornamos o mundo um lugar insuportável
Em nós o mal, a ambição e o egoísmo... Apaga!
Fazei nosso ser mais pacífico e tolerável...
*
Petire Pater
Indultu!
*
Perdoe-nos nossa arrogância ambiciosa
Nossa cegueira diante do maior dos valores
Perdoe-nos nossa verdade pretensiosa...
Livrai-nos, pois chegou a tempo das dores...
*
Invocare Pater
Amore, Pax et Lux!
*
Uns aos outros temos destruido-nos
Em nossas gerações proliferamos a maldade
Livra-nos de nós mesmos, socorre-nos...
Livra do mal nossa posteridade...
*
Audire Pater
Meu Clamore!
*
Shimada Coelho


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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sentimento Arrebatador- Eu te amo!


Eu te amo!
Tenho certeza disto!
Porque dói agudo no meu peito...
Falta-me o ar, e não resisto:
Penso em ti até quando me deito!
*
Eu te amo tanto!
É um desespero desesperador
É uma falta sem explicação...
É um sentimento arrebatador...
Gritando no meu coração!
*
Eu te amo!
A dor apertada muito mais...
Saltam de meus olhos lágrimas quentes...
Esqueço de meus lamentos e meus ais...
A falta que me fazes e meu amor é tão evidente!
*
Eu te amo muito!
Aqui neste lugar, cercada de tanta beleza...
Sinto-te aproximar-se, mas não te vejo...
Então eu peço por mais clareza...
Pois te sentir é o que mais desejo!
*
Amo-te!
E por isso canto minha melhor canção...
Precisando repousar em teu braço...
Para o céu ergo minha mão...
Peço-te:- Livra-me deste cansaço!
*
Eu te amo demais!
Não tenho a mínima idéia do que seja na verdade...
Nem tão pouco onde te encontra...
Mas aqui dentro é a mais pura realidade
Por isso minha alma contigo reencontra!
*
Eu te amo para sempre!
É o amor de minha vida inteira...
És minha vida, minha força e o ar que respiro...
Provaria-te de qualquer maneira...
É por Ti, meu Deus que suspiro!
*
Guardiã da Ventura, São Paulo, 21 de outubro de 2008, 02:36
(publicada no Jornal O Norte de Minas)
*
Shimada Coelho


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Sentimento Arrebatador de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported.

Eterno


Eterno raio de Luz!
Que meus olhos... Seduz!
Farol da minha vida,
Que meu caminho conduz!
*
Fulgor da esperança perdida!
Eterno Alvorecer!
Faz a vida acontecer!
Que torna tudo tão novo
*
Dissipa o anoitecer!
Torna meu dia eterno renovo!
Eterna Tranqüilidade!
Neste mar de possibilidade...
*
Acalma meu coração!
Transforma a probabilidade!
Numa única singela canção!
Eterna Estrela da Manhã!
*
Na noite da tristeza vã...
É a única estrela brilhante
Teus fachos tornam está mente sã,
Anula o raciocínio inquietante!


*
Shimada Coelho