Destaque para outras Almas Nuas
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
José Saramago, Ensaio sobre a cegueira
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Declaração Rosacruz dos Deveres do Homem

segunda-feira, 11 de agosto de 2008
A Carta do Cacique Seattle, em 1855
Yeha Noha (Carta do Cacique Seattle) O clipe desta música da Sacred Spirit e a carta que o Cacique Seattle enviou ao presidente dos EUA em 1855Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:
"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra.
O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.
Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos.
Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.
Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos.
Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse.
E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos.
Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."
PARA REFLETIRMOS E REVERMOS NOSSOS CONCEITOS E VALORES!
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
OS MANDAMENTOS CHEROKEE

Reflexões sobre a Liberdade de Opinião
“Aquele que deixa o mundo ou sua própria porção dele moldar-lhe o plano de vida não tem necessidade de qualquer outra faculdade senão a de imitação” (Stuart Mill)As penas da lei ou da opinião advém das preferências ou aversões da sociedade do momento. E a luta do homem no poder tem sido a de modificar as preferências e aversões e raramente a de esquadrinhar quais de fato deveriam tornar-se as leis para o homem.
Limites de qualquer autoridade sobre a opinião individual
MILL, John Stuart. Da Liberdade. Trad. Jacy Monteiro. São Paulo: Ibrasa, 1963.
POPPER, Karl R. A vida é aprendizagem. Trad. Paula Taipas. Lisboa: Edições 70, 1999.
Os 9 Carismas ou Dons Espirituais

Videntes, profetas, magos, bruxas, bruxos:
todos são pessoas com a capacidade de dialogar com o mundo espiritual
e conseguir assim prodígios neste mundo.
O assunto é vasto e contudo, que dizem as sagradas escrituras sobre os dons espirituais que permitem
a algumas pessoas operar a nível espiritual de forma tão diversa e intrigante?
Eis que assim se revelam os dons espirituais descritos de acordo com a Bíblia.
Nas sagradas escrituras, podemos observar que existem 9 tipos de dons espirituais.
Assim está escrito:
Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para utilidade de todos.
A um, o espírito dá a (….) sabedoria;
a outro a (…) ciência segundo o mesmo espírito(…);
a outro (…) a fé;
a outro (….) o poder das curas (…);
a outro, o poder de fazer milagres ;
(…) a outro, a profecia (…);
a outro, o discernimento dos espíritos (…);
o outro o dom de falar línguas (…) ;
a outro ainda o dom de as interpretar (…)
1 Co 12, 7-10
Estes são por isso os 9 dons espirituais:
I
A sabedoria ( conforme Jb 29,12-13; Sl 119, 89-99; Es 7,9-10),
ou seja, o espírito da sabedoria, (Sb 7,7), aquele que concede o saber dos sábios
que permite conhecer as leis e verdades sobre o mundo espiritual, (Sb 7,7-8)
e que concede as maiores prosperidades(Sb 7,10-12).
O conhecimento sobre as ciências espirituais, ou o Dom da Ciência( conforme Nm 24,4; Bc 3,27;32;4,1)
ou seja, o conhecimento sobre as ciências ocultas e espirituais,
aquelas que permitem actuar sobre esta realidade a partir da realidade celestial e que se econtram reveladas nas escrituras
A fé ( conforme Hb 11,1 ; 8-9), que é o meio por via do qual se consegue ver aquilo que não se vê,
se consegue aceder ao mundo espiritual, se conseguem operar prodígios
O poder das curas, que é o dom por via do qual os espíritos actuando sobre a matéria por via de uma pessoa,
conseguem operar sobre a enfermidade, eliminando-a ou aliviando-a
O poder dos milagres,(operação de milagres) ou o dom por via dos qual os espíritos operando neste mundo por via de uma pessoa,
conseguem realizar prodígios aparentemente inexplicáveis e logo, sobrenaturais
O dom da profecia, ou o dom por via do qual os espíritos, actuando por meio de uma pessoa,
revelam aos mortais as formas como irão actuar neste mundo e por conseguinte,
aquilo que irá suceder futuramente em virtude da acção de pedidos que lhes foram direccionados,
ou de situações que se desencadearam e que são importantes ao mundo celeste
O poder de discernimento dos espíritos, ou Discernimento
ou seja, o dom de sentir, ou ver e dialogar com os espíritos e o mundo espiritual
O dom de falar línguas espirituais ou Dom de Línguas estranhas( conforme 1 Co 2,13; 14,2), ou seja,
o dom de comunicar com os seres espirituais através da sua língua espiritual
O dom de interpretar as linguagens do espírito ( Interpretação de Línguas )ou ( conforme 1 Co 2,13; 2 Co 12,4), ou seja,
o dom de ouvir e entender as linguagens espirituais que os seres celestes falam
A profecia, é na verdade, segundo as escrituras, o mais precioso dom do espírito.
Sobre a profecia, dizem as escrituras:
Aspirai aos dons do espírito, principalmente o da profecia
1 Co 14,1
A profecia é por isso o mais elevado dos dons espirituais, e dele se diz:
Aquele que profetiza fala aos homens: edifica, exorta, consola.
1 Co 14,3
Significa isto:
Aquele que faz profecia, fala aos homens as mensagens do espírito, e ao faze-lo:
I
Edifica: ou constrói caminhos que conduzem ao alivio do sofrimento de quem esta atormentado;
II
Exorta: ou instrui os que padecem de forma a que entrem pelos caminhos que ele construiu e que levam á cura do mal;
III
Consola: ou acolhe com compaixão aqueles que sofrem
E ao tudo isso fazer, o profeta cura sofrimentos e devolve á vida de quem sofre o caminho perdido, a felicidade.
a Maturidade

o Ser

Religião

Conhecimento

