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terça-feira, 23 de abril de 2024

Moze... Sera... Se...



 Será que você sente a ponta dos meus dedos passeando em tua face?

Descendo em cobiça pelo teu beijo doce?

Será que percebe em meu abraço, um enlace?

Que embora tão distante, como tão próximo fosse?

*

Será que pensa em mim, assim como eu, com a mesma frequência?

Será que seu olhar fica vago, perdendo-se no nada, além?

Será que este encontro foi pura e mera coincidência?

Por que não há além de você mais ninguém?

*

Sentados a beira do arpoador velho de madeira, balançando os pés no lago

De nossos sonhos, mais um item que compõe nosso cenário imaginário

Ali, entre risos, silêncios, conversas surgem os afagos...

Inspirando o canto espontâneo, do escondido canário...

*

Em transe, por um instante, nossos olhos prendem-se aos círculos feitos das gotas

Da chuva fresca que nos faz correr, risonhos entre as árvores frondosas...

E em uma pausa, dançamos na chuva e rodopio até ficar tonta

Caindo em teus braços, na mais sincera entrega às carícias mais gostosas....


Este trabalho está licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Efêmera exaltação


"Um toque em tuas pétalas rosadas
É o suficiente para de teu mel sorver...
E serei transportado as mais belas moradas,
Ocultas em meu próprio Ser.

Pois, tua doçura dissipa o amargor,
Acalentando tão perturbado espírito...
Degusto doçura... Sentindo o doce sabor,
E da minha vasta escuridão ressuscito.

Tal nota mais aguda, sinto, eufórico,
O auge de minha mais intensa emoção...
Entre as vivências de meu tão vasto histórico,
O som de teu riso é a mais bela canção...

Rodopia e encanta o Vento... Flutua sobre a relva,
Despede-te das folhas secas outonais...
E o selvagem dentro de mim liberta-se da própria selva,
De joelhos... Deslumbro tua imagem: o mais encantador dos sinais.

Permita que minhas mãos inquietas toquem tua face terna.
Faz do meu colo teu seguro ninho...
Falta me ar diante de ti, amada eterna..
Minha única rosa sem espinho."

Licença Creative Commons
Efêmera Exaltação de Shimada Coelho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Tú És


" És vento pra mim...
Toda vez que me envolve em teu abraço,
me leva as nuvens em um sonho sem dormir,
elevando- me ao espaço! !

És mar pra mim...
quando teu beijo invade minha boca
quando teu suor meus poros penetra ...
Quando me deixas assim louca....

És chuva pra mim,
quando tuas mãos passeiam pelo meu rosto,
num carinho afetuoso...
desejando sentir meu gosto!

És as areias do deserto pra mim...
quando sou preenchida por teu amor,
quando me perco na sua imensidão,
e me sufoco no seu calor!

És o néctar da mais bela flor pra mim...
quando teu beijo é meu mais doce mel,
e minha alma se deleita
num gozo que leva- me ao céu!

És o canto dos pássaros pra mim...
quando sua voz rouca de paixão,
aproxima- se dos meus ouvidos
soando palavras do coração!

És meu tudo pra mim!
quando nenhuma palavra pode expressar 
o que me fazes sentir
e minha voz se faz calar!

És mais que teu corpo ao meu pra mim!
Quando minha alma invade a sua!
Quando pronunciamos juras
Banhados pela luz da Lua!

És  vida repleta pra mim...
Quando juntos acrescentamos
Por nossa essência completa
Mesmo quando distante estamos!

És a falta do fôlego pra mim!
Quando teu toque me faz suspirar,
Quando chamas por mim,
Insistente, sem parar!

És meu arco- íris depois da chuva!
Quando depois de você tudo ganhou cor,
Quando a primeira vez me olhou,
E descobrimos o amor!

Alma Nua,
Terça- feira, 10 de Julho de 2007, 17: 44

Licença Creative Commons
Tu És de Shimada Coelho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

sábado, 9 de março de 2013

Sempre ao meu Lado



Alchemico d'Amore
"Amore"
2002 
18x24 inch
Acrylic on Clayboard
Commissioned painting




"Se quero-te ao meu lado constantemente não é tão somente por ser tão exímio amante, capaz de satisfazer-me os apelos da carne com toda essa tua sensível destreza.

És algo além de homem: és humano cuja alma revela-se universo único e inexplorado, cujos reinos ou são completo caos ou deslumbrantes paraísos tornando-te bem mais que interessante.

Tua imagem é passageira desgastando-se com o tempo e distorcendo-se com as cicatrizes de tantas batalhas. Mas tua amizade é mão sempre estendida e generosa. Teu companheirismo é mão segurando forte minha mão. Tua cumplicidade é o confessionário de nossas angústias e sonhos.

Amo-te e também admiro-te feito aquela imagem de ti em um sonho, erguendo-se ao firmamento entre nuvens - leve feito nuvens - e incandescendo feito mais brilhante estrela.

Tornei Sol de minha vida o Deus a quem veneramos. Então, torno-te a Lua de minhas noites tão escuras. Cada vez que declinou-se a esta minha relez existência, vi Deus refletindo-se em ti."

Licença Creative Commons
Sempre ao meu Lado de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

terça-feira, 27 de março de 2012

Entre Tempos

Para Aline Simões Hatida




Se antes o horizonte era o limite
A chuva que agora cai não me permite ver além...
Minha respiração ofegante embaça a vidraça
Resta-me o coração que agora desenho...


Neste cenário tão sombrio de século passado,
O perfume é mofo e naftalina...
As cortinas brancas já estão encardidas de pó...
Pó... Tempo... Lembranças...
Um véu que vai separando-me de tudo o que se foi...


Lá fora o mundo vai ficando mais cinza ainda
A chuva embaça a visão, mas evidencia a cor...
Tão sem cor... Tão cinza...
Aqui não é um lugarejo de telhados vermelhos...
São cinzas...


Em algum lugar no Espaço você olha através da vidraça...
Há o Sol destacando as cores... As flores... Os risos...
Tudo é tão belo lá fora!
Mas seu coração está feito este coração que desenho...


Minha realidade está tão distante e tenebrosa...
Insana, talvez... Pois algo grita aqui dentro
Que aqui...Bem do outro lado da vidraça
Você tenta tocar minha face
Embora a face que veja refletida seja a sua...


Terei perdido o trem ou você embarcou antes de mim?
Separados pelo tempo, dois corações aceleram-se um pelo outro...
Sem saber quem é o outro...
Ou onde ele possa estar!
Talvez em um peito vazio...
Vazio pela falta...
Se é que um dia possuiu...


Os sons das rodas das charretes quebram meu silêncio...
Enquanto seus olhos se perdem nos carros que passam velozmente...
A única luz que iluminará minha noite será de um lampião...
Longe da incandescência que te ilumina...
O xale é o abraço que me alcança,
Enquanto teus braços encontram o vazio...


É sonho ou o desejo incontido de um grande amor?
Existirão ainda carros tão velozes que se perdem dos olhos?
Deixo-me envolver pela fantasia produzida por meus pensamentos insanos
Enquanto a chuva passa... Enquanto a chuva faz parecer noite...
Enquanto o grande relógio não avisa a hora do chá...



Enquanto a chuva escorre pela vidraça...
As lágrimas escorrem no rosto meu...




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O trabalho Entre Tempos de Shimada Coelho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.




segunda-feira, 19 de março de 2012

Sintonia das Almas

 

Coisa inexplicável essa: 
Não importa quem tenhamos pra amar ao nosso lado,
Sempre estamos esperando 'aquela' pessoa pra amar! 
Aquela pessoa que nem sabemos ao certo quem é,
Mas que nos amará e poderemos amar como necessitamos
Pois esse 'amar' é uma necessidade!


Você também se pega olhando para o horizonte
Como se estivesse esperando alguma coisa? 
Como se existisse do outro lado alguém
Que estivesse fazendo o mesmo
E não pudesse saltar por cima do horizonte assim como você está tentando?


Já passei tantas linhas de horizonte... 
Passei mesmo, tantas quantas foram necessárias...
Para me desencantar até de continuar a olhar e acreditar...


Quero tanto o Amor!
Não esse amor que as pessoas fazem propaganda por ai... 
Muito menos a paixão que vem avassaladora
E logo apaga se não alimentar a ardência do fogo...


Amor mesmo! 
Que se comunica através do silêncio pelo olhar... 
Do olhar... Em olhar...
Pra mesma direção e ambos saberem o que está sendo observado e sentido... 
Desmedido...
Sentir igual, a mesma coisa...


Vivo falando em coletividade porque
O máximo que conseguimos alcançar é o amor de um
Ou de um pequeno grupo - feito família -
Mas está perto do que realmente a alma está pedindo! 
Implorando...Invocando...


Minha dor se tornou geral...
Já subiu a superfície e domina tudo!
Mas você salva meus dias...
Você me faz sentir uma sensação de felicidade!


Teu vôo é solitário
Mas de alguma forma voamos juntos!
Voamos para salvar nossas vidas!


Há tantas pessoas presentes há anos...
Mas me vejo só em meio a elas...
Sou apenas mais um em meio à multidão
Mas você consegue me enxergar!
É algo muito maior que transcende... 
Que torna repleto e dá a certeza de que se é completo... 
Fica essa falta... Uma falta enorme que dói!


A sintonia no ar é nosso caminho invisível no céu
Voamos juntos e nosso vôo mantém nossa esperança...
O vento muda e vem forte
Parecendo que levará nossos sonhos
Mas continuamos acreditando que o sonho será real!


O encanto nas pequenas coisas existe para nós
Mas meus olhos se esquivavam de tudo que é cego para a beleza da alma
O mundo para mim era vazio
E sempre desejei que alguém me enxergasse
Eu sempre desejei enxergar alguém...


O que mais desejei foi que alguém me enxergasse...
Que me pudesse me ver além de minhas roupas fora de moda,
E de meu jeito excêntrico de viver!
Eu sempre desejei que alguém me olhasse nos olhos
E pudesse me enxergar além da multidão!
Eu sempre desejei que alguém me enxergasse... 


Shimada e Scapulare

Licença Creative Commons
O trabalho Sintonia das Almas de Shimada Coelho & Wellington Scapulare foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Vespertino de Verão


Na sublime ânsia do meu ser, me entrego...
À invocação - feito suspiro terno - que reclama meu afeto...
Tua falta em meus dias vazios agrego e 
Faço-me fantasias onde em sonhos a ti me arremeto...


Há tremor em minhas pétalas rosadas entreabertas,
Aguardando o leve toque - bebida dos deuses - feito gota de mel...
Teu ósculo alimenta-me de Alma e explora-me em descoberta,
Arrancado-me da terra, levando-me ao êxtase e trazendo-me o céu...


Qual orvalho insistente sob a folha árida Outonal,
Derrama-te abundante - frio e calor - em hálito ofegante...
Torna-te mais que um Porto - na grande tormenta és minha nau,
Levando segura ao Reino dos Sonhos a mente ignorante...


Em sorver cada pérola de teus lábios vomitada, emudeço...
E mergulho sem temor na profundidade de teu olhar...
Em cada silêncio pouco à pouco mais feneço,
Em cada palavra em teu Universo posso mergulhar...


A convicção é a mão firme tentando segurar a eternidade,
De um breve instante onde os sonhos são materializados na palma...
O desejo intenso vai além das paredes da castidade,
Para quem sabe amar além de um corpo -penetrando a Alma!



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Vespertino de Verão de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Desejo


Apenas pensar em você
Faz meu corpo tremer...
Uma calor percorre o corpo,
Estou a te querer!

Desejo intensamente,
Saciar- me dessa gana...
Exprimir loucos murmúrios,
Prendendo- te na minha cama!

Cobrir- te com meus beijos,
Envolver- te em meus afagos...
Deixar- te desfalecendo,
Na paixão do meu abraço!

Fazer teu corpo pulsar,
Quando sussuro seu nome...
Entrega- te a mim,
Quero matar essa fome!

Tenho fome de você,
Seu doce mel me alimenta...
Que verte da flor de teus lábios
E minha alma sustenta!

Quero tocar- te docemente,
Tentando tua alma alcançar...
Quero fazer o teu corpo,
De prazer convulsionar!

Quero alcançar o céu,
Satisfazer... Saciar...
Quero perdidamente
De você me embebedar!

Alma Nua,
Domingo, 15 de Julho de 2007, 01: 49


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Desejo de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.

Decepção Passageira



De Rudka Elfo, o poeta
Senti toda a intensidade...
De sua "Alma Esquartejada",
Ví escrita uma verdade!

Sim, existem mulheres
Que com seu canto de sereia,
Exibem- se aos homens,
E seu corpo serpenteia!

O brilho no olhar delas,
São um punhal traiçoeiro...
Elas jamais conhecerão,
O que é um amor verdadeiro!

Se julgam acima de tudo,
Que são merecedoras de amor...
Ordenam, exigem, mandam...
Sem pensar se isso causa dor!

Hipnotizam com seu jeito sedutor,
Aproveitam- se de sua beleza...
Mas, com o tempo mostram as garras,
Predadoras, com certeza!!

Dos sentimentos mais nobres,
Que um homem com dificuldade desperta!
Deixando sua alma insegura,
E o coração sempre alerta!

Mas uma notícia boa,
Neste momento te dou...
Um dia uma linda moça,
Te trará o que a outra roubou!

Conhecerás o amor,
Em sua mais pura essência!
As outras serão apenas,
Pra sua vida experiência!

Com essa bela moça,
Verás que és completo...
Ela será na sua vida,
Um gostoso complemento!

E verás como é doce,
A veracidade do amor...
Será seguro e pleno,
Livre de choro e dor!

Guardiã da Ventura,
Domingo, 15 de Julho de 2007, 16 :43


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Decepção Passageira de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Nostalgia sob o Luar


Você pode ouvir este som, meu amor?
Ele vem como um sopro do infinito...
Será nossa melodia nesta noite...
Vem! Deita-te comigo!

Nossa cama será a grama verdejante das campinas,
Lançados ali, nos banhará o luar e contaremos estrelas
E elas brilharão mais cintilantes que teu olhar sobre mim,
Pois se irradiam ao ouvir os murmúrios dos apaixonados...

Como a nota mais doce do piano, tocará meu rosto sorridente
Desejando toda a atenção que ofereço a imensidão sobre nós...
Ao olhar-te enfim, meu amado, nossos olhares se cruzarão,
E se surpreenderão como foi na primeira vez...

Teus olhos passearão pelo meu rosto,
Assim como os meus exploraram o manto estrelado...
Encontrarás minha boca e sem esperar nenhuma palavra,
Tocarás com a ponta dos dedos como que tentando estar certo do que é real...

Tão próximos que respiraremos o fôlego um do outro,
O calor de nossos corpos nos aquecerá enquanto a névoa vai acariciando a relva...
Nada além, pois há um abismo de impossibilidades nos limita...
O que nos une não é o toque, é o que sentimos...

Virá sobre nós uma tristeza nostálgica que nos trará de volta à realidade...
Nosso cenário imaginário - idéia de Paraíso - é apenas o jardim de nossas fugas noturnas...
São lembranças antigas de tantos reencontros de encontros impossíveis...
Nossos corpos desejosos um pelo outro não podem viver a eternidade...

Buscarás minha mão direita e entrelaçando teus dedos aos meus,
Revelando querer tanto que ao menos este momento dure para sempre...
O perfume que vem dos campos de Alfazema será nosso lembrete...
Nada precisa ser dito, o olhar declama todos os mais belos poemas de amor...



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Nostalgia sob o Luar de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dona de um Coração


Quem é a sua dona?
Quem te faz suspirar?
Quem te estimula os sonhos?
Quem desejas beijar?

Quem navega entre teus pensamentos?
A todas as horas do dia?
Quem te invade todas as portas
Nesta tua mortal moradia?

Quem toca tua alma,
Como a pele tocaria?
Quem parece o Sol,
Que te anuncia novo dia?

Diga- me da dona
Dos teus suspiros,
Dos teus sonhos e teus beijos...

Diga- me quem tu desejas,
Quem tu tocas e te queima de paixão!

Diga- me onde está
A dona de teu coração?


São Paulo, 12 de Setembro de 2007.




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Dona de um Coração de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.

domingo, 14 de agosto de 2011

Phantasia


É isto que restou...
Um rostinho bonito
Que de repente encantou...
E despertou um sonho finito...

Apenas isso, nada mais...
A curiosidade aguçada
Só uma fantasia, tanto faz...
Aquela que fica melhor, calada.

O desejo que atrai cobiça
Uma casca para que se vista
Sedutora de perna roliça
Nada de valor, nem bem quista!

O alimento da sanguessuga
O trapo sem uso desprezado
O buraco oco para fuga
Nada disso é valorizado...

A única pessoa no mundo
Que nenhum problema possui...
Cujo grito ecoa lá do fundo
Uma pessoa... Nunca fui...

Afastem-se valorosos, normais...
Eu não existo, podem perceber?
Só porque torno as dores banais...
Porque mesmo sofrendo, tento bem viver...

Me esqueçam!
Sou apenas ilusão de ótica
Desapareçam!
Fui criada por sua mente robótica...

Fascinante meu modo de ser?
É hipócrita quem diz que agrado...
Faço qualquer um enlouquecer...
Antes que o façam, eu me afasto...

Desista logo, e me esqueça...
Não há quem possa dentro ficar...
Vá antes que a alma pereça...
Antes que abra as asas e vá voar...

Não importa se real ou sonho...
Se viva ou se morta...
Já não existe, vê no olhar tristonho
Que diferença faz, não importa...

Ninguém...Invisível...
Fantasia na cabeça dos solitários
A ilha inacessível...
Apenas sonhos imaginários...

Lugar Nenhum, 22 de Novembro de 2008

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Phantasia de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.

domingo, 31 de julho de 2011

Fora dos Padrões

Alchemico d'Amore
"Amore"
2002
Autorizada:A.Andrew Gonzalez



Nossa relação é uma incógnita...
Somos uma coisa assim meio irmãos, meio amigos...
É fato, pois nas adversidades o apoio mútuo fez-nos irmãos,
E nos conflitos pessoais, amigos!

Somos um casal estranho...
Não andamos de mãos dadas pelas ruas...
Não trocamos beijos em público nem sozinhos...
Beijos... Não há como ficar só neles.

Não há o 'eu te amo'...
Não há floreios, corações estalando e nem suspiros incontidos...
Há o olhar que tudo diz...
Há o ato que prova tudo...

Somos Sol e Lua...
Preto e Branco...
Terra e Céu...
O dito pelo não dito...

Comparsas, cúmplices
Que preservam suas intimidades,
E ora elas são pessoais, ora são de cada um...

Ás vezes, somos quase o que restou da Torre de Babel...
Quero o céu, ele quer o que está na Terra!
Amo a Alma, e ele ama o corpo...
Gana meu corpo...
Ele quer cada vez mais e pra mim tanto faz...
Ele é ambicioso e eu me contento com pouco...
Ele quer o melhor e eu estou bem com o que tenho...

Pra mim é o que está dentro, pra ele tem que estar fora...
Eu creio no Oculto, e ele no vísivel!
Sou espiritualista e ele cientista...

Devoto a Alma, e ele crê na matéria...
Eu quero os sentidos, ele quer minha boca!

Somos um casal estranho...
Não olhamos um para o outro mas,
Apesar de sermos tão diferentes,
Metades inteiras que não se completam,
Nos complementamos e
Olhamos juntos para a mesma direção...

Assim está bom...
Estou fora dos padrões, não sigo regras,
Não me encaixo na realidade, quero nadar contra a maré...
Quem poderia dividir uma vida comigo
Sendo eu assim tão fora do normal?

@shimadacoelho

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Cobiça

Pinturas do Romantismo - Cultura Mix.Com



Arrumo desculpas para sair ao mundo...
Quero estar nos mesmos lugares que você freqüenta,
Abrandar a ansiedade que arrebenta,
Inquietação que submerge do profundo...

Olho para todos os lugares tentando descobrir por onde passaram os olhos teus...
O que te será belo? O que te prende a atenção?
No que pensas? Que rumo segue teus pés? Quais os desejos de teu coração?
Ah, se passo pelas mesmas ruas, teu olhar e tua face seriam meus...

Depois de mostrar-me que existes e ganhar a minha atenção,
Ganho um 'bom dia' e um 'boa noite' e agonizando-me testa...
Fingir não saber... Esperar... Ser indiferente... É o que me resta...
Mas meus pensamentos, a ti prostram-se, em devoção...

Fitas-me ao longe e finjo não perceber rindo alto...
A indiferença é meu laço que o aproxima de mim...
Assim, os dias e noites nunca mais têm fim,
Pois me impeço de chegar a ti em um só salto...

Que faço eu? Paraliso no tempo e imortalizo tua imagem...
Pois que tortura esperar, ser percebida, desejar... Desejo que agoniza...
Por tuas mãos firmes tocando-me os lábios, feito breve brisa,
E escapa-me um suspiro, tua face em meus olhos... Miragem...

Segredo inconfesso... O pecado da cobiça... Olhar discreto...
Aperto nos lábios... Dedos inquietos... Vontades reprimidas...
Respiração intensa... Curiosidade... Cenas na imaginação escondidas...
A dúvida... A confusão... A questão... Tão incerto...

@shimadacoelho


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Cobiça de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.

Descomprometidos

Imagem autorizada:A.Andrew Gonzalez


Não somos comprometidos!
Somos uma antiga unidade!
Não nos escolhemos, fomos atraídos um para o outro!
Por um motivo, talvez castigo,
Separaram-nos de nós,
Pois somos o raro caso de Almas metades...
Embora metades, nós nunca fomos incompletos...
Cada metade carrega em si intensidade: repletos!
Natural... Nunca foi ei e ele, mas sempre ‘nós’!
Nenhum compromisso... Mas naquela metade está um pedaço de mim
Que se manteve em pouca quantidade aqui...
E somos essa coisa de vice e versa!
Ele é o Sol e eu a Lua...
Ele é a Terra e eu o Céu...
Podem essas coisas continuar existindo uma sem a outra?
Quando foi que o Sol prometeu fidelidade à Lua?
Quando foi que o Céu jurou manter-se sobre a Terra?
Nunca houve nem haverá promessas, nem juras...
Não há palavras melosas comprovando devoção...
Nosso amor explode em nossos atos!
Dá pra ver em nossos olhares que se cruzam e se entrelaçam:
Enxergamos um ao outro assim como de fato somos!
E não somos comprometidos...
Obrigação nenhuma essa coisa de estar juntos!
É só outra coisa... Aquela de não importa quantas vezes ele passe pela porta,
Sua partida dói como a primeira vez,
E sua chegada também!
Não... Não somos comprometidos...
Somos um complemento mútuo!




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Descomprometimento de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Versos à Paixão


A vida perdeu o encanto...
Não enxergo mais as mil trilhas invisíveis no céu!
A voz encerrou o canto...
Do coração deixado ao léu!


O díficil...
O obstáculo...
A guerra...

Sempre foram meus sentinelas!
O desafio, meu troféu!
Mas a dor escapa pelas janelas...
Na boca um gosto de fel!

Nunca puderam preencher- me!
Nada parece derrotar o vazio!
A sensação da perda está a vencer- me...
Da saudade neste corpo vil!

Paixão que me torna relez mortal...
Que deseja... Murmúrios neste desatino.
Saudosa de um sentimento real,
Paixão era meu destino!

Despertei do sono depressivo...
O sonho apontou paixão!
Busquei por ti, o compreensivo...
Odiei- te ainda mais, coração!

És um dos fantasmas do passado
A assombrar em chamas infernais!
És uma das feridas abertas...
Que não cicatrizam jamais!

Tua lembrança são os meus pesadelos,
Aquela noite era mais uma noite qualquer...
Deslumbrou os negros e longos cabelos...
Cobrindo o corpo da menina mulher!

Aquele teu perfume envolvente...
Até hoje empregnado em mim...
Faz a única trilha...um rastro... carente...
Faz meus pensamentos por ti sem fim!

Como poderei esquecer...
Das mãos que me revelevam emoções?
Como apagar meu beber...
Dos teus beijos entre apertões?

Teu olhar sobre mim era eterno...
Como se fosse eu a mais bela das visões!
Teus gestos eram tão ternos...
A mais deliciosa das desilusões!

Me perseguiu inconformado...
Não compreendendo a imaturidade infantil...
Enquanto me buscavas por todo lado,
Eu fugia, caindo no profundo ardil!

Que roubou toda inocência...
Toda a doçura que te conquistou!
Deixando minha mente em demência...
E meu coração devastou!

Ah, Paixão! Houve sim uma última chance!
Meu corpo queria ser teu!
Naquele domingo esteve ao meu alcance...
Pelo meu ego, teu amor por mim morreu!

Hoje, eu trapo humano...
Perdida dentro de mim...
Meus caminhos mundanos...
Minha vida está por fim!

Toda minha alma te odiou!
Desprezei o que sentias!
Mas o amor sempre aqui ficou...
E em ti cada vez mais morria!


Alma Nua,Shimada Coelho, São Paulo, 7 de setembro de 2008, 17:00
em Recanto das Letras






Licença Creative Commons
A obra Versos à Paixão de Shimada Coelho foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sutil


Quantos corações seriam necessários,
Para uma perfeita sintonia?
Fluindo quão suave melodia,
Feito nascente de vários rios,
Cenário romântico para poesia...

Quantos olhares tímidos serão preciso,
Esforçando-se para encarar a amada?
Torcem-se os dedos da mão suada,
Percebido o gesto, um discreto riso,
O bastante para sentir-se encantada...

Quantas oportunidades encontrar,
Para o mínimo de proximidade?
Para ver-se na íris, um ato de sinceridade?
Uma desculpa para a mão segurar,
O desejo é um beijo sabor eternidade...

Quantos encontros o destino determinou,
Para encontros acidentais?
Na verdade, nenhum deles casuais,
A expectativa de um novo encontro criou,
O esperado encontro dos casais...

Quantas palavras seria preciso usar,
Para declarar o súbito e arrebatante amor?
Tão forte e verdadeiro que causa dor,
Tão sublime e mágico feito desabrochar,
Da mais enigmática e esplendorosa flor!



Licença Creative Commons
A obra Sutil de Shimada Coelho foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

As Palavras não Falam


Imagem: by Shimada


A voz que abraça sem sorriso
Desperta a mais louca paixão...
Capota meu coração
Flor entreaberta em riso...

Ofegante e enlouquecida
Limita-se apenas em gemer...
As palavras não podem dizer
Porque sussurra ensandecida...

Em verbo a mão que toca
Passeando pelo corpo...
Trêmulo fica louco
Ela por ele invoca...

Palavras são limitadas
Não atendem as necessidades!
Não alcançam as profundidades!
Das almas apaixonadas...

Palavras não conseguem traduzir
O que as mãos desejam tocar...
O que os lábios precisam beijar...
O que o corpo consegue sentir...

As palavras apenas podem
Suplicar que esteja mais perto,
Implorando água para este deserto,
Onde desejo e paixão se escondem

As palavras não podem explicar
Meus olhos brilhando a cada gemido seu,
Querendo devorar o corpo teu,
Lateja meu corpo a contorcionar...

Palavras não podem tocar por mim...
Nem demonstrar meu sentimento...
Somente se mergulhar aqui dentro...
Nessa louca paixão sem fim!



São Paulo, 22 de Novembro de 2008


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sábado, 5 de setembro de 2009

Amor Livre



Alguém um dia poderá explicar
Essa mágica tão louca?
De duas almas distântes,
Beijando- se na boca?
*
Em que livros busca- se,
Alguma explicação?
Amam- se loucamente,
Mas vivem na solidão!
*
Dois corpos que não ocupam,

Num espaço o mesmo lugar...
Mas tomados de desejo,
Podem mesmo assim se amar!
*
Não possuem um rosto...
Nem no corpo definição...
Mas tocam- se com tanta força,
Doendo o coração!
*
Num mesmo pensamento
Mesmo modo de viver...
Metades tão idênticas,
Só precisam querer!
*
E no querer sufocante
As distâncias desaparecem...
Se tocam, se beijam, se amam,
Suas almas desfalecem!
*
Sintonia inexplicável
Ligando sentimentos...
Clamando um pelo outro
Possuindo- se sem impedimentos!
*
Na liberdade da mente
Despem- se na essência...
Em cada gemido incontido,
Matando qualquer carência!
*
Não são mais carne
Nem é mais paixão...
São almas se buscando,
Amor além da razão!
*
*
-=Shimada Coelho=-
Alma nua,Terça- feira, 19 de junho de 2007- 04:09

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