Destaque para outras Almas Nuas
sábado, 27 de agosto de 2022
O Poeta das Noites Sujas
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Passado Presente

O trabalho Passado Presente de Shimada Coelho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Mentiras e Verdades

O trabalho Mentiras e Verdades de Shimada Coelho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Gratidão...
terça-feira, 24 de abril de 2012
Confesso: Assassinei a Amélia

Ofereço-lhe minhas mãos para a algema!
Tenho um crime pra confessar...
Resolvi quando voltava de Diadema...
Levem-me pra Franco da Rocha
Ou internem-me no Carandiru:
Assassinei a Amélia com minha garrocha
Feita de vara de bambu!
Encerrem-me de vez numa camisa de força,
Ou amarrem-me enfim numa jaula:
Transformei-me numa onça,
Quando percebi que Amélia é maula!
Ela colocava-me vendas constantes
Cobrava-me sem cessar!
Suas exigências, incessantes!
'Ói' só:Avisei que a ia matar!
Amélia não se conformava
Que nasci artista da vida!
Ela sempre me atrapalhava
A seguir por aquela avenida!
Que me levou a conhecer o Bexiga
E as rodas da velha guarda!
Arrumava motivos pra briga,
Vinha até os dentes armada!
Só pensava em lavar, passar e cozinhar!
Em servir como escrava o marido!
Enquanto por ai eu queria cantar...
Por ela, eu é quem tinha morrido!
Ela me dizia não ser sensato o vinho...
E que 'dificir', 'nóis vai', era incorreto!
Que ser prendada era mais 'bonitinho'...
E que devia renunciar meu dialeto!
‘Doutô', eu nasci na terra certa!
Eu me fascino pelas ruas do Centro!
Mas a época não está correta!
Vejo a roda dos boêmios, caio dentro!
Eu nasci pra escrever, pintar e cantar!
Nasci para fazer 'Arte'!
Nem Amélia queria aceitar,
Poesia pra mim está em toda parte!
Foi ela que me impediu ganhar a rua
Fazer carinho no pandeiro da alegria...
Sem meu banho diário de Lua...
A cada longo dia eu morria!
Dentro da bolsa, no fundo escuro ocultada
Guardado por causa do zumzum,
Minha caixa de fósforos abandonada
Saudosa pelo quaiscalingudum!
Pode prender-me 'senhô' delegado!
Eu assumo a minha culpa!
Só deixe-me minha gaita de brilho niquelado,
Pois pra cantar não existe desculpa!
Sim, dei fim na dona Amélia...
Não nasci pra ser tão prendada assim!
Chega de pilotar fogão feito a Ofélia,
Prefiro a boemia vivendo dentro de mim!
-=Shimada Coelho=-
São Paulo, 17 de Novembro de 2008.
Homenagem a vanguarda da boêmia paulista
O trabalho .Confesso: Assassinei a Amélia de Shimada Coelho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Isso é um Adeus?
O manto negro cobre o céu que dizem estar nublado
Não sei...
Está tudo escuro lá fora
Não vejo nuvens, apenas à escuridão.
Há anos que os sons dos grilos não são mais ouvidos na noite
Somente veículos em alta velocidade, sirenes e tiros.
E estranhamente o mundo ainda parece o mesmo
Mas, bem sei que só parece.
Durante todos esses anos tenho aprendido a me manter viva
A mirar à mesma estrela que sempre insiste em brilhar
Diante da minha janela
Talvez seja este o meu ponto de esperança
Que mesmo envolto nesta densa escuridão
Nunca apaga ou ainda não apagou.
Ainda assim continuo a falar sobre a morte
E há quem pense que há algo de errado nisso
Há quem morra de medo só de pensar na morte
Mas eu não posso negar
Que sempre que chega essa escuridão
A morte me abraça mais forte
Sou suicida
Tenho uma relação com a morte muito além do que a vã filosofia possa oferecer
Permito que o meu passado, presente e futuro se amontoem num frágil pedaço de papel.
Pois numa hora futura essa estrela terá que parar de brilhar
E então chorarei em saudade a minha própria esperança que se perdeu
E se amontoará aos ecos de ausências que descrevem a minha historia de vida.
E antes que a hora do impacto chegue
Antes que o reflexo vivo da minha vida
Esse meu contato direto com Deus enegreça
Sobrevivo como sempre fiz
Sobrevivo e respiro nessa poluída escuridão
E tudo o que enxergo é essa estrela
Só ela insiste em brilhar...
Só ela vejo no céu...
Antecipadamente sentirei sua falta, sempre...
E também de tudo o que possa se tornar ausente...
Quando essa estrela -
O reflexo vivo da minha vida nesta escuridão -
Enegrecer.
O trabalho Isso é um Adeus? de Shimada Coelho e Anderson Nascimento foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
domingo, 18 de dezembro de 2011
O Jardim das Vidas Findas
Um relâmpago revela as silhuetas na escuridão...
Cabisbaixos - ora com asas abertas, ora recolhidas - os anjos olham o que?
Um trovão e o medo percorre a pele...
Cercam-me vultos brancos com rostos em prantos...
No Jardim de Vidas Findas o céu sempre parece cinza...
O Sol esconde sua face para que ninguém veja sua dor...
São tantos rostos desbotados, tantos nomes e tantas datas...
Quem se lembrará de algum deles?
A terra resiste a força da pá que desce sem pedir licença...
Obriga-a a engolir as flores que logo estarão murchas
Ou as jóias que perderam seu fulgor...
Flores... São de cores mórbidas...
Flores... Com perfume de pesar...
Coroas - não de glória - apenas insignia da batalha travada e que acabou,
Velas... Com chamas trêmulas por causa daqueles que passam...
Passam... Os rostos, os nomes, as datas,
As dores, as coroas, as chamas,
As nuvens do céu cinza, o cinza...
A urna é concha que guarda seu segredo,
Logo, logo se abrirá e devolverá pó ao pó...
A lágrima escorre pelo rosto e se transforma em pérola de dor...
São tantos rostos que nunca vi...
Nunca souberam também se eu existi...
Nomes que ninguém se lembra mais...
Depois de tanto apego, tanta luta, tanta devoção,
Parte a Alma - agora livre - sem olhar para trás...
O apego deteriora-se como o mal que a levou...
A luta é herança e disputa um lugar...
A devoção vai murchando em tantos vasos espalhados na escadaria...
No Jardim das Vidas Findas foi e é mais uma...
Um tesouro enterrado que a noite alguém resgatou...
Dorme agora no Reino etéreo,
Tão procurada...Ninguém mais a achou...
O Jardim das Vidas Findas de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
Súplica à Inspiração
Quão impotente me sinto... Sem poesia, não estarei mais enxergando a beleza que ainda há... Ou ela de vez desapareceu?
Poetizar jamais será uma fuga... E nem preciso fugir!
Poetizar é transcender além desta realidade e acessar - não reinos de fantasias ilusórias - mas outras realidades tão sólidas e palpáveis quanto esta!
Não consigo poetizar, porque minhas asas se fecharam, meus pés estão muito firmes no chão - enraizados - e sendo assim, não consigo transpor a banalidade desta existência tão medíocre e retirar o melhor que há nela...
Aquelas pequenas coisas descartadas... Aqueles pensamentos tão íntimos e que passam mais rápido que a luz... Todos os sutis estímulos aos sentidos...
Onde estará minha melhor poesia? Talvez a última já foi escrita...
Não... Ainda pulsa sossegado meu coração, pois sabe ainda está vivo!
Ela apenas se esconde em uma de minhas cavernas interiores, temendo manifestar sua grandiosa regalia ou sua enorme simplicidade, talvez...
São tantos os caminhos que nos conduzem ao mergulho profundo em nós mesmos...
E são tantas as pedras que bloqueiam nossa passagem...Nosso introspecto...
Dá-me então, um bom bucado de tua essência...
Dá-me teu sopro... O gesto leve de tua mão no ar...
Dá-me a profundidade enigmática de teu olhar...
Quem sabe assim - impotente diante de tanta escuridão interior- eu encontre em ti minha melhor Inspiração...
Venham então, ventos errantes a soprar...
Despertando todos os sentidos para os meus sonhos que insanamente sonho acordada...
Desçam sobre mim cada nota desta suave melodia andante... Feito orvalho ou a chuva revigorante Outonal...
Que o tom mais agudo esteja em sintonia com o compasso mais forte de meu ansioso coração...
Tão doce e profundo mergulhar... Resgata meus dedos sobre as letras, feito os toques ao piano...
Submerge das minhas profundezas, ó Inspiração, feito o broto que vence tão árido chão... Ressuscita ao chamado de tão suave canção!
Quem sabe assim, diante de um olhar - teu olhar - eu veja o Amor que do mundo se escondeu... E quem sabe a existência real necessária do sonho mais belo chamado Alma!
Súplica à Inspiração de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Sampa


Sampa de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
sábado, 13 de agosto de 2011
SPECULUM – IMAGE REFLECTERE
Espelho meu...
Minha imagem refletida...
Eu invoquei a Morte
Para que enfim ela me arrebatasse...
Supliquei para que logo me levasse...
Cansada da falta de 'sorte'...
Eu caminhei por anos procurando...
Algo que pudesse me tornar mais viva!
Pois eu amo demais a vida...
Mas por ela seguia me arrastando...
Cansada de olhar o horizonte...
De esperar o que poderia não existir...
Esperando pela razão maior do meu sorrir...
Vigiando as estrelas à noite...
Vivi isolada, feito mulher das cavernas...
Sentindo-me como se aqui acabasse de chegar...
Seguia sem rumo...Folha seca a vagar...
Minhas noites eram eternas...
Eu acreditei por tanto tempo
E o tempo já me vencia...
Da espera desistia...
Cansada do lamento...
Eu necessitava desesperadamente
De um modo de poder me enxergar...
De me perceber para encontrar...
O amor desejado eternamente...
Tornei-me cacos de um espelho quebrado...
Cuja imagem destorcida não reconhecia...
E a cada dia mais me perdia...
Era um vaso... Por trincas... Rachado...
Estava tudo pronto para o último suspiro
Quando aquele "Sol" gigantesco surgiu...
Meu desespero sucumbiu...
Lembrei-me que eu respiro...
Foi um reconhecimento instantâneo...
O horizonte trouxe-me o que eu esperava...
Sol de vida que em esplendor brilhava...
Sem falso brilho momentâneo...
Meu espelho nítido e inteiro...
Onde só então pude me enxergar...
Fez por mim me apaixonar...
Descobrindo amor verdadeiro...
A luz era intensa assim...
Não apenas devido sua luz aquecedora...
Mas porque minha imagem se fez reveladora,
Quando em ti eu vi a mim!
SPECULU – IMAGE REFLECTERE de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
Forasteira

Forasteira de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Divagando sobre Humor
Divagando sobre Humor de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Flerte

A obra Flerte de Shimada Coelho foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Quero

Quero de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Um olhar para o Céu...
@shimadacoelho
A obra Um olhar para o Céu... de Shimada Coelho foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em shimadacoelho.blogspot.com.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Ass: Anônimo

O anônimo não tem nome...
Portanto não tem cara,
Não tem Alma,
Não tem endereço,
É um sem eira e nem beira!
Se é sem nome,
Sem cara...
É também sem teto,
Sem terra,
Sem chance?
Pois se sem cara,
Sem boca,
Então, sem voz!
Sem olhos,
Sem visão,
Sem ouvidos,
Nada ouve!
Sem caixa... A craniana!
Sem massa encefálica,
Sem massa corporal,
Nada sólido...
Dissolúvel!
O anônimo se manifesta,
Mas não tem atitude!
É o Troll: espírito de porco virtual!
É desse anônimo que falo:
Sem cara e sem a vergonha...
Sem pudor e sem limites...
Não é o praticante do bem
Que tenta preservar a vida,
Pois desse querem dar cabo sempre!
Não é o que preserva sua privacidade,
Não gosta de ser o foco!
Muito menos aquele que se envergonha!
Timidez!
É aquele outro!
Faz o mal feito,
Crê ser o certo, pois
Se lhe satisfaz
Está bom!
Faz...
Escondido!
Insatisfeito consigo mesmo,
Incapaz
,Avestruz...
Não existe,
Mas tenta aparecer!
Ass: Anônimo de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Para ver melhor

Para ver melhor de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
O Verdadeiro Poeta
O Verdadeiro Poeta de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Sonho

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