Destaque para outras Almas Nuas

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Acredite: tudo pode melhorar!Você é livre!

Estou mergulhada nos meus pensamentos... Uma dorzinha aguda faz um nó na garganta. Pergunto ao Deus que creio olha para todos nós porque a Humanidade sofre tanto, mas bem sei a resposta.

Como não me compadecer? Há dentro de mim uma luta e o campo de batalha é meu coração. Assisto o misto de amor e ódio digladiando o tempo todo. Minha carne é egoísta e mesquinha. Pensa apenas em si mesma e odeia, detesta gente. Se possível fosse, sairia pisando em qualquer cabeça para chegar onde quer. Mas minha alma é tão paz e amor... É tanto amor!

Essa minha Alma é consciente de que não tem apenas o tamanho do corpo que habita. Ela é infinita e não se pode medir, alcança tudo e todos. Ela sente mesmo presa aqui, a dor que passeia pelo mundo, saltando de coração em coração, machucando um corpo e outro. Ela pode sentir o calor da lágrima que desce agora no rosto frio. Ela sente a dimensão da dor que vai rasgando a carne. E ela quer fazer algo para aliviar isso, mas não pode. Só seu receptáculo pode alcançar a matéria que constitui essa realidade. Somente iguais a ela são compostos da mesma matéria que ela... Etérea!

Eu bem sei que há ainda no mundo muita coisa boa. O que dói é que o sofrimento que vai consumindo e dizimando vidas é desnecessário. Quando será permitido morrer por causa do peso dos anos? Ou sentir a dor apenas dos ossos gastos?

Vamos todos nós caminhando pela Terra, descendo vez ou outra subitamente ao Inferno e outras vezes subindo, mesmo que por tão pouco tempo, as mais serenas alturas. Nosso corpo quer fincar raízes eternas e nossa Alma anseia por alçar livre vôo.

Como não me compadecer? Onde está a mão que se estende para livrar da queda ao mais profundo abismo? Onde está a força que livra do fundo do poço? Quem oferecerá o lenço da paz para secar as lágrimas?

A dor da fome corrói feito um bicho que range seus dentes famintos numa realidade fértil de toda sorte de alimento. A violência tem gana de dilacerar a inocência. A mão pesada não cessa e desce impiedosa sobre o frágil.

O que fazer além de compadecer-se? Seguir acreditando e tentando ser melhor, mas não esquecer de estender a mão. Não que possamos mudar este mundo, mas porque cada vez que darmos um passo de esperança vamos mudando dentro de nós.

O que é ruim não tem como ficar melhor, pois melhorando fica pior. Procura dentro de ti que seja um pingo de bondade para que sejas bom e melhor.

Quando cada um de nós tiver encontrado e desenvolvido a bondade que há em nós perceberemos enfim que o mundo mudou.



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