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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cântico da Vitória


Quem esteve no meu quarto escuro e frio, em silêncio, enquanto eu chorava em segredo? Multiplicam-se as multidões e na minha aflição só Tu estás comigo.

Quem me invade feito o próprio ar, passeando por todas as minhas entranhas e conhecendo o profundo do meu coração? No meu mais íntimo, pensamentos diversos me assolaram e angustias me torturaram, mas Tua mão forte desceu sobre mim e na suavidade da pluma trouxe calma a minha Alma afligida.

Quem se alegrou quando eu perdia a memória em meio ao muito e amparou-me no pouco? Pois jamais importou meu estado, Tu me amaste com amor eterno e verdadeiro e mesmo sendo ingrata jamais se esqueceu de mim.

Os inimigos jamais se fartam de erguer-se e atentarem contra minha Alma e o saqueador tenta levá-la de mim, mas Tu colocas-se a minha frente, feito escudo inabalável e indestrutível de dia e de noite. Eu me deito tranqüila e me levanto em segurança, pois é meu Protetor, meu Guardião e aquele que me salva dia após dia. Quem poderá roubar minha Alma, pois ela a Ti pertence!

Quando os homens da Terra apontavam-nos e riam-se eles de nós revelando nossas vergonhas foi Tu que nos manteve em postura correta: com Tua mão mansa tocou nosso queixo e manteve nossa cabeça erguida. Contou com Tua misericórdia cada um dos dias de vergonha que nos arrasou e para cada um deles guardaste dupla honra.

Como o vento que não nos deixa esquecer da própria existência, assim foste presente e incansável não nos deixando esquecer que és em nós. Em nenhum de nossos dias permitiu que as promessas plantadas em nosso coração caíssem no mar do esquecimento. Na nossa pouca força e pouco valor, esforçamo-nos para ser fiel no pouco que havia em nossas mãos e Tu foste e é sempre fiel para tornar esse pouco, muito.

Tua palavra nos é guia e Tua presença um Mestre paciente. Prova-nos sempre, não como o oleiro que observa o vaso ao forno e espera para concluir o quanto irá resistir... Prova-nos em amor, pois ensina-nos o caminho em que devemos andar. Testa-nos para certificar-se se foi aprendida a lição. E falhamos sim... Fraco somos nós... Tua misericórdia compreende bem, pois é nosso oleiro que nos quebra e refaz sempre.

Se nossa memória é finita, assim como Teus pensamentos tens as multidões firmes em Teu coração. Existe para todos como todos existem para Ti!

Passaram várias Luas depois daquele dia em que decidimos sermos incapazes de pedir pelo Teu favor, pois que bem pode ser maior do que amar-Te e Ter-Te como aconchego? Tu és feito o ninho preparado pacientemente onde os filhotes estão seguros.

E que nos resta então senão bendizê-lo? Nosso bem maior é tão pequeno perto de toda a Tua grandeza, mas a Ti oferecemos o que nos é mais precioso, Deus meu, Rei meu. A Ti somente pertence nossos caminhos e nosso viver!


Licença Creative Commons
A obra Cântico da Vitória de Shimada Coelho foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

Um comentário:

  1. Oi minha querida amiga Rita... escreves muito bem, já estava com saudades...um grande abraço de paz e luz! Rosana

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