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domingo, 28 de agosto de 2011

Zen - Kanjiro


O sino ecoava
Agudo e infinito:
O som caminhava rumo a eternidade.

Corria ao encontro daquele chamado,
E encontrava diante de uma pequena janela,
Onde se via os ancestrais e descendentes primogênitos,
O velho que prendia entre as mãos as Pérolas,
Fo Tzu...

Sentava-me de costas para o ritual,
De frente para a janela que revelava o Sol
E o tal mundo real...
Portando-me como cega que sou,
Atentando-me aos sons
E ao perfume do incenso...
(embora às vezes olhava as mãos firmes,
circulando Orin)

A voz séria e ritual
Possuía autoridade
E não se cansava,
Pronunciando no mesmo ritmo,
Continuamente,
Como que também eterno,
O Mantra.

Não compreendia o que era dito...
Mergulhava apenas no Mantra,
No som das Pérolas esfregando-se entre as mãos...
E quando o sino novamente tocava,
Explodia então o êxtase!

E a fumaça do incenso
Que parecia então pesada,
Tentava levar ao céu
A sincera Oração.




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Zen - Kanjiro de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.

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