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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Essa tal Inspiração


Olhando pela vidraça
Suavemente a chuva cai...
O tempo está sempre passando,
E essa dor no peito não saí!

Porque será, meu Senhor,
Que me voltam essas lembranças?
Não deveria a memória registrar,
À partir de nossa infância?

Me sinto testemunha
Da história da humanidade...
Recordo de histórias antigas,
Não havia luxo, nem futilidade!

Porque passei tantos anos,
Buscando por uma pessoa?
Porque dentro do peito,
Um pacto ecoa?

Uma vida perdida numa busca..
Poderia ter sido mais intensa!
Mas o desejo de encontrá- la,
É o que o coração mais deseja!

Até a palma da mão...
Se lembra de tudo que tocou!
E a alma tem memórias,
Do que o mundo vivenciou!

Eu lembro de muitas pessoas,
Em eras diferentes...
Lembro com tanta clareza,
Como se lá estivesse presente!

Meu corpo reflete o peso...
De anos já vividos...
Me sinto com noventa anos,
Mas só tenho trinta e cinco!

Receitas, histórias e conhecimento...
Não foi em livros que ví...
E esses rostos na mente,
Eu nunca os conhecí!

Hábitos e costumes...
Guerras, lamentos e dor...
Experiências diferentes...
E a busca pelo amor!

Essa obrigação latejante,
De uma missão a cumprir...
Será que é pra minha alma,
De algum erro se redimir?

Não creio em reencarnação,
Nem tão pouco em vida passada!
Mas as lembranças vem tão fortes,
Deixando a mente cansada!

E essa necessidade,
De beleza ao mundo dar?
E esse ânsia tão louca,
Do próximo ter que amar?

Porque não posso viver,
Como qualquer pessoa normal?
Porque essas vozes ecoam,
E sinto o plano astral?

Quem são essas pessoas,
Que me olham ao passar aqui?
De onde vieram, quem são?
O que querem de mim?

Essas histórias estranhas,
Será imaginação?
Detalhes tão intensos...
Me fogem a compreensão!

E essas vozes que repetem,
Todo dia palavras bonitas?
Elas são a maioria de meus textos,
Que por muitos são lidas!

Nunca fui boa,
Em Portuguès ou Literatura...
Só amo escrever de tudo,
E sei ler uma partitura!

Não conheço as regras,
Para uma boa poesia escrever...
Mas, eu tenho muita certeza,
Que só da arte sei viver!

Não me venham questionar,
Diplomados e intelectuais...
Até mendigos fazem poesia
Com assuntos bem mais reais!

Se alguém acha,
Que o que escrevo não é poesia...
Reclame ao Deus que me fez,
Vejo a vida como melodia!

Meu vocabulário é pobre,
E minha rima é simplória...
Mas meus olhos enxergam além,
De sua suposta glória!

Fonte de Memórias,
Sábado, 14 de Julho de 2007, 23: 37


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