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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Canção do Amor em Azul


Escrevi este título em Dezembro de 2008 e foi publicada no Recanto das Letras com minhas primeiras poesias, provavelmente levada por algum sentimento momentâneo que se passava em mim ou baseada em alguma conversa com alguém...

Dias atrás estava revendo estes primeiros textos... Na época tiveram boa aceitação, mas não gosto deles: provavelmente porque meus pensamentos e sentimentos mudaram em relação a muita coisa. Este texto em específico foge a minha personalidade e revela meu desinteresse em escrever sobre amor: meloso demais!

Mostrei ao meu irmão Anderson Nascimento, já esperando que ele também não gostasse e percebesse que não há nada de mim mesma ali... Como eu esperava ele riu muito! E para que o texto não se perdesse, ele 'aprimorou' e transformou o poema no melhor dueto que já participei.




Canção do Amor em Azul

-Anderson Nascimento e Shimada Coelho-


Talvez eu seja apenas um sopro
E todas as vezes que tentares me desenhar em alguma nuvem
O vento me levará para mais longe
Talvez...
Quando a tua mulher estiver grávida
E quando estiveres com o filho em mãos logo após o seu nascimento
Não esquecerás o amor que dedicas a mim
Nas poesias de inverno e verão
Talvez na morte
Nossos túmulos sejam relativamente próximos
E assim teremos a proximidade que não tivemos em vida.

Eu amo o que ninguém mais quer aceitar
Até porque o amargo tem gosto doce pra mim
Não pretendo enganar-te
Contigo meus lábios são mais risonhos
Mas, um poeta que ama outro poeta...
Conhecemos bem a realidade
Coração de poeta
Só por um coração fica rendido
Coração de poeta
Ama-se... Por amor sentir...
Quer-se... Querendo... Mesmo distante...
Ama-se... Amando... A todo instante...
Nunca foi difícil amar-te
Mas o nosso amor (no sentido mais cru da palavra)
Nunca passou de uma inspiração poética
E um poeta que ama outro poeta
A gente sabe bem como é
Outras almas ilustrarão futuras poesias
Na verdade, ninguém é de ninguém.

Não pretendo enganar-te
Todas essas desconexões tentam gerar algum nexo
Um brilho de alguma estrela azul perdida no espaço
Para que tu deixes de ser apenas uma representação dos meus belos sonhos
E gere um amor em mim além da poesia
Ou então, eu te esqueça de vez.

Poderia ser fácil assim... Antes fosse...
E quem resiste ao teu olhar charmoso?
Meu esforço insensato... Minha alma...
Tudo pode não passar de um sopro
Fico feliz mesmo assim.

**A foto também pode ser vista em http://www.flickr.com/photos/chirifulfly/6329663209/**

Publicada no Recanto das Letras


Licença Creative Commons
Canção do Amor em Azul de Shimada Coelho e Anderson Nascimento é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
Based on a work at www.recantodasletras.com.br.

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