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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Desejo de Morrer

Não é um desejo nem uma opção: querer morrer é um sentimento que brota bem do fundo não importa o quanto eu queira mesmo viver.


A cada gesto de força, uma avalanche de afirmações vem ao meu rosto feito tapas na cara dizendo: "- Engano seu!" Preciso viver o que acredito e avanço... Mas cada minuto vai me contrariando... Vou me apegando a pequenas coisas que ninguém nota muito menos dá valor porque as grandes me parecem inalcançáveis. De tão pequenas que são não podem me salvar, não podem me sustentar de pé.


Cansei de ser fraca... Cansei de por tanto tempo vestir a máscara de força acostumando mal todos ao meu redor. Acostumaram-se a me ver forte, inatingível, inabalável...


Todos os meus gestos de carinho e dedicação vão sendo soterrados pela espontaniedade que está focada em outros lados. Debaixo da terra grita:"- Você é um fracasso total!"


Dizem que é necessário se colocar os pingos nos 'is'... O pingo vai e nunca volta... Apenas um olhar, um único gesto ou apenas uma palavra poderia salvar meu dia, embora todos os meus dias vão apenas passando, nada mais.


Não sou mais uma em um milhão: sou um espírito errante, pois assim sou vista. Nada se leva na morte e depois dela nada se sente. Não importa a quantos palmos eu esteja enterrada, ninguém pode ouvir a dor que lateja intensa como dói em todo mundo. Todo mundo... Todo mundo ocupado demais, focados nos próprios alvos... Mas ninguém pode me dar conselho algum...Ninguém sabe... Ninguém é capaz...


Não basta ser forte se não houver lucros maiores que o esperado. Quanto mais forte for, mais irão querer. Não há recompensa nenhuma para quem distribui sorrisos, nenhuma consideração ou gratidão. Porque tudo passa! Aquele momento do ombro oferecido passou, não vale mais nada assim como não vale mais o apoio fornecido depois que foi renunciado o direito de sofrer e fraquejar também.


As sanguessugas aguardam esperando mais um espaço em mim para sugar mais alguma coisa enquanto a alma definha. Vou sumindo diante de todos e ninguém consegue ver meu mergulho constante no poço da infelicidade.


O brilho apagou-se há anos! O vigor estinguiu-se a cada despreso! Em certo momento me vi obrigada a viver como se sempre estivesse só porque sempre fui só. Pode contar comigo para o que der e vier, mas não posso contar com ninguém. Cada instante de consciencia que afirma o tempo perdido - e que nunca se acha - vou morrendo mais rápido porque nada mais há para ser feito!


Tenho pesadelos noturnos e enquanto acordada eles me assombram distorcendo o que é real do que é ilusão. O mundo não me cabe porque não posso seguir o mesmo curso. Toda noite a imagem da falecida mãe se decompondo no caixão me impressiona e não há ombro para chorar, nem ouvidos para ouvir, nem cérebro evoluído o bastante para compreender, nem paciência suficiente para acalmar e nem tempo suficiente para dispensar.


Busco a morte desejando viver, mas já estou morta! Só resta ser sepultada e se disfazerem do que tenho e que é nada... Tudo o que tenho são valores sentimentais e poucas lembranças boas disfarçadas de objetos baratos.


Metade de mim não consegue ser o que realmente é comigo, pois seu melhor está guardado para quem realmente parece ter maior valor. Não são aquelas pessoas lá fora que se sentam à mesa para discutir problemas e contas pra pagar, nem são eles que mantém roupas e objetos organizados e disponíveis para quando for preciso porque está ocupado demais vencendo mesmo acreditando ser tão desgraçado e infeliz. 


Metade de mim... Que passa pela porta e não volta... Não se importa mais de saber como estou pois, sou apenas mais uma pedra no meio do caminho. "- Vagabunda você não presta!"... "- Infeliz você não é mulher!"... "- As piranhas na rua merecem elogios, mas você, é apenas o peso preso ao meu calcanhar!"... "- Retardada, você não sabe como é o mundo lá fora, você não sabe como é!...” "- Você não vai ser nada, não vai ser nada, não vai ser nada!"... "- O que voê foi e o que você é não importa: deu no mesmo!"


Não importa quanta força seja necessária para não acreditar em tudo isso! Manter meu tronco ereto me exige tanto esforço que perco o fôlego! Logo estarei andando feito um bicho porque ninguém volta para saber, ninguém se importa enquanto vou me consumindo com tanto sofrimento...  Eu sofro todo santo dia! Minha mente nada mais é que o próprio Inferno!


Quero o direito de viver a realidade assim como é e parar de tentar ver lado bom em algo, pois sempre virá uma sombra dizendo o contrário! Quero parar de fingir que existe algo bom em algo, pois não há!


"- Me esqueçam, não quero ser lembrada apenas quando for conveniente!", "- Me deixem sozinha, sempre fui só!", "- Me deixe viver como vivo porque estou numa realidade oposta!" Quero continuar perdendo meus dias sozinha, pelo menos não sinto... Pelo menos me distraio... Quero morrer mas quero viver! Nada do que preciso para viver vem... Nada!


Cada dia da minha vida foi um assassinato de cada parte de mim... Mataram cada parte de mim e cansei de tentar ressuscitar todos eles... Não quero mais acreditar que alguma coisa tem sentido, pois a verdade é que não tem!

Uma vez suicida, sempre suicida! Uma vez nada, sempre nada! Todo esforço será inútil...





Prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
HastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair
Naanaavidhair-bhuushhitaaM Quem é da face risonha, concedente de todo destino
De quem as mãos estão prontas a salvar qualquer um do medo,
Quem é adornada por vários ornamentos com pedras preciosas
Puer natus est nobis,
Et filius datus est nobis:
Cujus emperium super humerum...
Para nós uma criança nasceu,
Para nós um filho foi dado:
E o governo será sobre seus ombros...
Um dia você veio
E eu soube que você era ela
Você era a chuva, você era o sol
Mas eu precisei de ambos, pois precisei de você
Você era aquele
Que eu estive sonhado em toda minha vida
Quando está escuro vocé é minha luz
Mas não se esqueça
Quem é sempre nosso guia
É a criança dentro de nós

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