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quinta-feira, 19 de março de 2015

A Cabana

Acabei o livro (A Cabana) ... Dois ou três dias talvez, durou a leitura que eu teria feito em apenas um dia pois, cada página me envolvia completamente mas, eu temia que a história chegasse ao fim, tão bom foi cada mergulho que fiz em mim mesma.Talvez, essa frase tão curta não seja capaz de expressar o pesar por ter acabado. Jamais um livro foi capaz de me arrancar lágrimas e ir tão profundo na minha Alma! Talvez, seja um dos encantos de Sarayu...
A certeza de que daqui pra frente a minha vida jamais será a mesma me assusta. O livro reafirmou o modo como creio em Deus, como o vejo e sinto. Mas agora me sinto livre do conflito de poder estar equivocada quanto ao meu modo de me relacionar com Ele. Agora, não há mais o peso da 'independência' e a liberdade pode voar livre.
Muitas vezes, me permitir relacionar-me com Deus ao meu modo atraia críticas, narizes torcidos, julgamentos e a sensação incomoda de que esse meu modo precisava ser imposto - assim como impomos limites em nosso território pessoal - me deixava desconfortável, deixando claro que eu não usufruía completamente da minha liberdade...
Agora a pouco voltei do meu jardim que está desolado: mãos estranhas o tocaram e à partir de então as plantas começaram a morrer. Perdoo estas mãos pois, elas nunca imaginariam que meu jardim sempre foi pra mim uma tentativa de refletir minha Alma: ali é meu lugar sagrado para comungar com Deus. Só eu posso tocá-lo e só eu compreendo a vontade natural das plantas que me concedem a honra de protege-las.
Muitos acontecimentos vieram como uma avalanche sobre nossa vida de dezembro pra cá... Nas últimas semanas, é como se a poeira de uma tempestade avassaladora de areia enfim baixasse. Fui adiando os cuidados ao jardim... Fui percebendo a morte lenta de algumas plantas e não fui capaz de tentar salvá-las. Porque o jardim nunca deixou de ser reflexo de minha Alma e por algum motivo - até então desconhecido pra mim - alguma coisa dentro de mim estava morrendo.
Uma de minhas primeiras poesias publicadas na internet chama-se "A Casa". Ela faz uma analogia - só pra variar - do que somos na verdade: uma hospedagem temporária para a Alma. Ela surgiu de uma das tantas vezes em que sonhei com a mesma casa grande e antiga mas, que nunca vi na vida. Ao interpretar esses sonhos eu sempre soube que a casa era eu mesma e tudo dentro dela era o estado em que meu interior se encontrava.
Tenho cuidado mal da minha casa... Meu jardim está abandonado... Mas, por mais que estejamos sujeitos as coisas deste mundo, há algo maior do que todas as coisas que "especialmente nos ama" e nunca nos deixa sozinhos.
No curso natural de todas as coisas, um passo pode nos conduzir ao começo de um caminho sem volta mas, nada é acaso. Não nos cabe questionar para onde o caminho irá nos levar, basta-nos somente continuar caminhando. Ninguém sabe as surpresas que um caminho pode revelar...
Enquanto neste mundo, sempre haverá tempo suficiente para colocar a casa em ordem, passá-la por algumas reformas e tornar nosso jardim com uma glória ainda maior que antes. Sem cobranças, sem uma corrida contra o Tempo, sem rituais, sem restrições, julgamentos ou limitações. Sem nos frear e sem questionar. Bastando apenas que nosso rio siga a corrente determinada a ele... Bastando apenas que nossa relação com Deus esteja acima de todas as coisas!


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