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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Filha da Libélula




Se hoje voo livre
Eu devo a ti minhas asas
Oh pequena libélula, não me prive
De vê- la voar sobre as águas rasas!

Tão pouco tempo tem de vida...
Só vives para teu voar...
Pequena libélula querida!
Não ouse me abandonar!

Não voe pequena libélula!
Seu voo pra longe vai levar!

São quinze as tuas fases...
Apenas por quatro ultrapassou...
Em teus voos ainda nem sabes,
O quanto de ti em mim deixou!

Se hoje voo a liberdade
Se ganho o firmamento...
Foi sua grande bondade
Que me foi ensinamento!

O voo é a libertação!
Mas não me coloque no esquecimento!

Por isso, pequena libélula...
Não voe pra longe assim!
Minha alma é assim tão bela,
Porque voaste pra mim!

O bater de tuas asas a voar
Foram as páginas onde aprendi...
A nunca desistir e sonhar
Hoje tenho asas graças a ti!

Bata suas asas e voe grande!
Mas não voe pra longe de mim!

Libélula não me deixe sozinha
Ainda preciso vê- la voar!
A luz do firmamento atrai, pequena minha...
Mas se voar pra longe
Como vou me guiar?

Shimada Coelho

Recanto das Letras
Alma Nua, São Paulo, 13 de Setembro de 2008

- Para Alice, minha mãe.

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Um comentário:

  1. Tens razão no que dizes... o escrito ficou lindo Rita... profundo... E realmente... ela voou mas fica em ti as marcas que ela deixou...
    Um grande abraço minha querida amiga.
    Rosana

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