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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Nostalgia sob o Luar


Você pode ouvir este som, meu amor?
Ele vem como um sopro do infinito...
Será nossa melodia nesta noite...
Vem! Deita-te comigo!

Nossa cama será a grama verdejante das campinas,
Lançados ali, nos banhará o luar e contaremos estrelas
E elas brilharão mais cintilantes que teu olhar sobre mim,
Pois se irradiam ao ouvir os murmúrios dos apaixonados...

Como a nota mais doce do piano, tocará meu rosto sorridente
Desejando toda a atenção que ofereço a imensidão sobre nós...
Ao olhar-te enfim, meu amado, nossos olhares se cruzarão,
E se surpreenderão como foi na primeira vez...

Teus olhos passearão pelo meu rosto,
Assim como os meus exploraram o manto estrelado...
Encontrarás minha boca e sem esperar nenhuma palavra,
Tocarás com a ponta dos dedos como que tentando estar certo do que é real...

Tão próximos que respiraremos o fôlego um do outro,
O calor de nossos corpos nos aquecerá enquanto a névoa vai acariciando a relva...
Nada além, pois há um abismo de impossibilidades nos limita...
O que nos une não é o toque, é o que sentimos...

Virá sobre nós uma tristeza nostálgica que nos trará de volta à realidade...
Nosso cenário imaginário - idéia de Paraíso - é apenas o jardim de nossas fugas noturnas...
São lembranças antigas de tantos reencontros de encontros impossíveis...
Nossos corpos desejosos um pelo outro não podem viver a eternidade...

Buscarás minha mão direita e entrelaçando teus dedos aos meus,
Revelando querer tanto que ao menos este momento dure para sempre...
O perfume que vem dos campos de Alfazema será nosso lembrete...
Nada precisa ser dito, o olhar declama todos os mais belos poemas de amor...



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Nostalgia sob o Luar de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.

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