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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Venusiana



Ensandecida ou hipnotizada - pela voz talvez - fez-se nua
Dançando sob os telhados cinzas de chaminés enegrecidas,
A pele tornou-se alva banhada pelos véus luminosos da Lua,
Exposta ao vento... Por cima das casas... Das gentes adormecidas.

Enquanto todos dormiam, entregava-se a um sonho na noite muda,
Fingindo que o próprio toque fosse o peso da mão tua...
Cheia de vergonha a estrela tão azul piscou rubra,
Deitou-se no telhado cinza - abrindo-se ao céu - revelando a carne crua...

Dezessete gatos surgiram de todos os lados,
Formando um círculo - moldura da estrela de cinco pontas...
Os sussurros ofegantes - embora distantes - deliciosos agrados,
Os uivos contidos foram tantos que perdeu-se a conta...

Que venha o Sol aquecer a água fria - banhar-me-ei com Alecrim,
Esmagarei também pétalas de Lavanda para que o perfume apure...
Água condutora leve meu desejo "Que esteja em mim..."...
Que mais perto de meus ouvidos aquela voz murmure...

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Venusiana de Shimada Coelho é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.


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