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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Nem Sempre a Mesma


Abri meu perfil na rede social. Madeleine todo santo dia me deixa uma imagem linda e ela nem imagina o efeito maravilhoso que estas imagens me causam. Olhei para os tantos rostinhos tão lindos. Li algumas coisas que alguns amigos escreveram. Alguns deles manifestam seus sentimentos de maneira intensa e sincera. Fico orgulhosa. Principalmente com Helena que ultimamente tem me impressionado muito com seu estilo de expressão e em como ela discursa bem as injustiças de sua cidade que ainda é bela por causa do povo que tem. Soraya continua em sua luta incansável pelo Oriente Médio e a Bia está cada vez mais linda. Parece que foi ontem quando Soraya precisava pentear e prender seus lindos cachos. Hoje a pequena menina é uma linda mulher. Tâninha ainda não se cansou dos livros e pelo visto nunca vai cansar. Doim mantém seu sorriso de sol. Rosana ainda fala o que pensa e sempre vou admirar isto nela. A Ro continua mandando seu gostoso 'bom dia' embora eu ainda ache que muita gente não o mereça. Maria ainda preserva sua discrição mesmo quando o assunto é tenso. Anna reflete em tudo toda sua elegância. Pepe ainda está fiel a verdade. Marcelo continua distribuindo poesia. Luciana continua romântica e talvez seja por isso que consiga transformar sua realidade em um cenário mágico. Denise ainda é incansável em defender seus ideais. Anderson ainda é puro escândalo. Gilliard ainda filosofa de modo apaixonante para minha predisposição em filosofar. Robson ainda deve estar perdido pois não vejo mais nenhum de seus textos. Dei muita risada com as coisas engraçadas que alguns postam. Notei que muitos outros não estão tão conectados como antes. Algumas coisas não mudaram e não é ruim pois, algumas coisas nunca devem mudar já que são boas. 


Curti muita coisa mas não cliquei. Não quero que percebam que estou logada e digam algo que não vou responder. Não respondo porque seja indiferente. Não sei porque não consigo mais interagir. É como se não houvesse nada a ser dito. O que cada um pensa e acredita é aquilo e acabou. Se estou bem ou mal não compensa responder pois estarei bem mesmo quando estiver mal pois, o importante mesmo é estar vivo.

Também dizer o que? Nunca achei interessante ficar falando de mim embora estranhamente ache minha história de vida muito interessante. Se eu fosse famosa escreveria uma biografia. Aliás, acho que todo mundo deveria escrever a própria biografia. Nessas horas - não importa que tipo de problema se esteja passando - é que se dá conta de como a própria vida é tão interessante.

Eu sou a prova viva de que o mundo muda quando você muda dentro de você. Não gosto de falar de mim pois vivo do mesmo jeito há anos e não é porque vivo em algum tipo de ciclo vicioso ou nada novo acontece ou nada é feito para que isso mude embora eu me esforce em fazer o possível para que tudo se mantenha como está. Ser grata a Vida e a Deus por ser quem se é e viver como se vive nem sempre é um tipo de comodismo. Meu cérebro funciona diferente então, preciso que tudo se repita e tudo sempre esteja no mesmo lugar para saber onde estou ou o que fazer. Mas, dentro de mim nunca é a mesma coisa. Todo santo dia algo melhora ou piora e isso tem a ver com mudanças. E naquilo que aos olhos dos outros parece mesmice, aos meus olhos nada nunca está igual pois eu nunca sou a mesma todo dia embora tudo ao redor seja. 

Talvez por isso eu insista na ideia de que é fácil ser alegre ou feliz quando tudo está bem e quando tudo sai exatamente do modo que se deseja. Ás vezes, tudo está perfeitamente bem na minha vida mas eu sinto tudo como se houvesse apenas caos. Porque quando tudo vai mal eu tenho que estar mal também? Quando penso nisto me lembro do velório de minha mãe e minha irmã se descabelando em cima do caixão dela. Aquele mundo de gente veio se despedir pois ela conhecia muita gente. Recebi a todos como se fosse uma anfitriã de uma festa e notei a cara de espanto de todos que, acho eu, esperavam que eu estivesse como minha irmã. Alguns vieram conversar comigo, dando conselhos de que eu deveria chorar, que não devia represar o luto e a tristeza da perda e eu explicava que não estava sentindo nada disso. Então preocupavam-se achando que eu estivesse em algum tipo de choque traumático, ou dopada com calmante ou ainda não tinha me dado conta do que aconteceu. Eu ficava tentando compreender a preocupação deles e o que eles esperavam de mim. Oras, minha mãe havia morrido e nada que eu fizesse iria mudar isso. Se eu me descabelasse diante do corpo dela sendo que ela na verdade nem estava mais ali, quanto de energia eu iria perder? Em quanto tempo iria recuperar aquela energia toda para seguir a vida? O que iria mudar se eu me esparramasse no meio de todo mundo? Toda aquela energia dispensada seria suficiente para trazê-la de volta a vida?


E quando as dificuldades vinham era assim mesmo que eu me comportava. Nada forçado não, bem espontâneo. Até que chegou um momento em que não haviam mais problemas. E descobri que todos os problemas que existiram na verdade nunca estiveram ao meu redor mas dentro de mim. Eles ainda estão aqui dentro mas, descobri também que não são maiores do que aqueles que eu pensava estar me rondando. 



Imagens de Arquivo Pessoal  - Flores do jardim fotografadas por Shimada: Onze horas, Orquídea lilás e Lírio do Amazônia


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