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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Voltando de Viagem

Chegamos de viagem ontem à tarde. Passamos uns dias na praia. Apesar de ir na mesma casa há anos, desta vez uma experiência diferenciada e profunda ocorreu. Mas isto, contarei em outro post quando conseguir descarregar as belas fotos que tirei lá.

Neste momento (01:57 horas), olho a chuva pela janela do quarto. Olho as muitas luzes, as casas, o bairro, me convencendo que já retornei para casa. Questiono-me já estou a ficar caduca... A sensação de ainda estar na praia é forte. Durante o dia, pensei ser o canto insistente do Bem-te-vi pois lá, no litoral, uma ave da mesma espécie cantava o tempo todo. O ar, a atmosfera, o clima, é o mesmo também. Talvez, algum parafuso soltou-se dentro da cabeça e perdi de vez o senso de orientação. Já não me bastava perder-me sempre no Tempo, agora perco-me no Espaço.

Dizem que 'a realidade somos nós quem criamos' (e lá vai eu citando novamente esta frase). Dizem também que o mundo externo é reflexo do mundo interior. Alguma coisa mudou dentro de mim drasticamente e ainda não sei definir o que foi. O mundo me parece diferente, talvez porque eu esteja diferente. 

O mundo é tão grande mas, ao mesmo tempo, as distâncias tão curtas, e nem é por causa da internet. Caminhar por ai, estar em um lugar diferente, ver rostos que nunca se viu, é bom... Fiz caminhadas de quilômetros pela praia e nunca chegava a lugar algum. Bom... Chegava... Quando depois de andar tanto, decidia voltar.

Apesar da minha audição não sofrer nenhuma alteração, os sons também estão diferentes. O som da chuva, dos pingos da vidraça, dos pássaros, do vento parecem bem mais próximos. Eles isolam os sons incômodos dos carros, buzinas e escapamentos. Sinto tudo com muito mais intensidade mas, de um modo sereno. Não são mais um turbilhão de emoções e sentimentos desvairados. 

Sempre que vou a praia, uma das caminhadas são especificamente para pegar meu 'presente' que o mar sempre deixa pra mim. E o 'presente' sempre está lá. Nem começo a caminhada já encontro uma grande concha bonita. Eu a pego, agradeço ao mar, porque a sensação de que é realmente um presente é tão real pra mim. Neste momento, uma certeza estranha de conexão com tudo é evidente. O mar sempre me chama embora eu o tema... 

É... Talvez esta tal conexão é a responsável por eu sempre me perder... Talvez por Tempo e Espaço serem apenas meras ilusões...

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